Luiz Carlos Barreto, conhecido como Barretão, um dos nomes mais importantes da história do cinema brasileiro, morreu na madrugada desta quarta-feira (22/7). Produtor, diretor, fotógrafo, roteirista e jornalista, ele dedicou mais de seis décadas ao audiovisual nacional e participou da realização de alguns dos filmes mais marcantes do país.
Nascido em Sobral, no Ceará, em 1928, Barreto mudou-se para o Rio de Janeiro aos 19 anos. Antes de entrar para o cinema, trabalhou na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e iniciou a carreira no jornalismo nos Diários Associados, passando pelas revistas A Cigarra e O Cruzeiro, onde se destacou como fotojornalista.




Nélida Piñon entre Lucy e Luiz Carlos Barreto
Marco Rodrigues/DivulgaçãoLucy e Luiz Carlos Barreto
Foto: ReproduçãoLuiz Carlos Barreto
ReproduçãoFoi nesse período que conheceu Lucy Barreto, com quem construiu uma parceria que atravessou a vida pessoal e profissional. Juntos, tiveram três filhos e nove netos.
Carreira no cinema
Nos anos 1960, Barretão integrou o movimento do Cinema Novo, que revolucionou o audiovisual brasileiro. Como diretor de fotografia, assinou clássicos como Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, adaptação da obra de Graciliano Ramos, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.
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Em maio de 1963, fundou a L.C. Barreto Produções Cinematográficas, produtora que ajudou a viabilizar obras fundamentais do cinema nacional, entre elas Garrincha – Alegria do Povo (1963), A Hora e Vez de Augusto Matraga (1965), O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969) e Brasil Ano 2000 (1969).
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Ao longo de mais de 60 anos de carreira, participou de mais de 80 obras como produtor. Seu maior sucesso de foi Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), dirigido pelo filho, Bruno Barreto, e baseado no romance de Jorge Amado.
Além de Bruno Barreto, Luiz Carlos Barreto também era pai do cineasta Fábio Barreto, diretor indicado ao Oscar por O Quatrilho (1995), que morreu aos 62 anos, em 2019.

