Em resposta às ameaças de Donald Trump, o Irã disse que pode escalar a guerra no Oriente Médio, e atingir instalações de energia localizadas em países vizinhos, aliados dos Estados Unidos.
A manifestação foi divulgada nesta quarta-feira (22/7) pelo comandante da Força Aeroespacial do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), brigadeiro-general Seyed Majid Mousavi.
Mais cedo, o líder norte-americano disse que o Comando Central dos EUA (Centcom) bombardeará pontes e usinas de energia iranianas, incluindo aquelas localizadas na capital, Teerã, a cada navio atacado no Estreito de Ormuz.
“Se houver qualquer ataque às nossas pontes e usinas de energia, o corte de eletricidade afetará os aliados e os países que abrigam aqueles que matam crianças”, disse Mousavi em um comunicado.
Nos últimos dias, diversos países vizinhos do Irã já têm sofrido com ataques. Os mísseis e drones que cortam os céus de nações como Catar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein, são uma resposta as operações dos EUA no país persa.
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Ataques
Apesar da assinatura de um memorando de entendimento no último mês, onde estavam previstas medidas como um novo cessar-fogo, a reabertura de Ormuz e o fim do bloqueio norte-americano em portos iranianos, os dois países voltaram a trocar ataques em 7 de julho.
Na época a administração Trump acusou o Irã de bombardear três navios no Estreito de Ormuz, o que violaria o acordo de paz inicial, e lançou uma “série de ataques poderoso” contra o país, disse o Centcom.
O Irã, por sua vez, respondeu a operação com novos ataques em instalações dos EUA localizadas em países do Golfo Pérsico. Desde então, 16 militares norte-americanos já foram mortos.

