Luiz Carlos Barreto, ícone do cinema brasileiro, morreu nesta quarta-feira (22/7), aos 98 anos. O diretor estava com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu queda durante viagem ao Ceará, seu estado natal, onde receberia homenagem. Nas redes sociais, a atriz Fernanda Montenegro se pronunciou e lamentou a morte do diretor.
“Luiz Carlos Barreto foi e é, para sempre, o corajoso desbravador e completo realizador da cultura cinematográfica do Brasil. Não há reposição de peça”, escreveu ela.
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Lucy e Luiz Carlos Barreto
Foto: ReproduçãoNélida Piñon entre Lucy e Luiz Carlos Barreto
Marco Rodrigues/DivulgaçãoLuiz Carlos Barreto
ReproduçãoCarreira de Luiz Carlos Barreto
- Ao longo da carreira, foi uma das figuras centrais do Cinema Novo, movimento que revolucionou o cinema brasileiro nos anos 1960.
- Antes de se consolidar como produtor, atuou como jornalista, fotojornalista, roteirista e diretor de fotografia. Entre seus trabalhos mais marcantes nessa função, estão Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.
- Em 1963, fundou a L.C. Barreto Produções Cinematográficas, responsável por viabilizar clássicos como Garrincha – Alegria do Povo (1963), A Hora e Vez de Augusto Matraga (1965), O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969) e Brasil Ano 2000 (1969).
- Como produtor, assinou mais de 80 filmes ao longo de 60 anos de carreira. Seu maior sucesso de público foi Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), dirigido pelo filho dele, Bruno Barreto, com base na obra de Jorge Amado.
Ele e Fernanda Montenegro trabalharam juntos no filme Casa de Areia (2005) e mantinham amizade duradoura.

