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SP: coronéis da PM são citados em investigação contra banco do PCC

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
SP: coronéis da PM são citados em investigação contra banco do PCC

Nomes de integrantes da cúpula da Polícia Militar do Estado de São Paulo aparecem na investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) sobre o banco clandestino suspeito de lavar dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Uma operação contra a rede criminosa foi deflagrada nesta terça-feira (21/7), mas os policiais militares não foram alvos. 

Os documentos citam comandantes e diretores da Polícia Militar. Entre os nomes estão os coronéis Pereira Martins, José Augusto Coutinho e Patrício.

As identidades dos militares chegaram aos investigadores após a análise de materiais apreendidos, como áudios e planilhas financeiras, revelar proximidade entre os suspeitos e oficiais da corporação, além de repasses de valores em espécie.

As investigações indicam que o empresário Cléber Azevedo dos Santos e Robson Martins de Souza, que figuram no centro da apuração, mantinham relação próxima com integrantes do alto comando da PM. 

Essa proximidade, segundo o MPSP, teria sido utilizada para facilitar o acesso à corporação, garantir proteção e viabilizar interesses do grupo investigado.

Mensagens analisadas pelos investigadores revelaram conversas nas quais os suspeitos tratam da influência e do acesso direto a comandantes e diretores da Polícia Militar de SP.

O esquema alvo do MPSP

A ação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), tem como foco um esquema que, segundo as investigações, oferecia uma espécie de “banco paralelo” para criminosos.

De acordo com as investigações, os operadores recebiam grandes quantias em dinheiro vivo e devolviam os valores ao sistema financeiro por meio de transferências eletrônicas realizadas por pessoas jurídicas criadas para dar aparência de legalidade aos recursos.

Entre os principais beneficiários da estrutura, de acordo com o Ministério Público, está Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moja ou Léo do Moinho, apontado como uma das principais lideranças do PCC em São Paulo.

A investigação indica que ele utilizava os operadores para adquirir bens sem vincular seu nome às negociações e justificar a posse de grandes quantias em espécie.

O Gaeco aponta que a estrutura financeira não servia apenas para lavar dinheiro. Ela também era acionada para atender interesses da facção em negociações particulares, incluindo uma disputa envolvendo imóveis de alto padrão na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista.

Ao todo, a Justiça expediu 18 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão contra investigados apontados como responsáveis por ocultar e movimentar recursos da facção por meio de empresas de fachada e operadores financeiros.

Para enfraquecer o esquema, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em contas bancárias, empresas e bens ligados aos investigados.

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