A Assembleia Nacional da Nicarágua iniciou as análises para colocar em prática os planos do presidente Daniel Ortega, que descartou novas eleições no país e pediu medidas para endurecer o combate a opositores. A informação foi divulgada pela mídia estatal nicaraguense nesta terça-feira (21/7).
Em um comunicado, o Parlamento do país anunciou que sessões especiais serão realizadas, junto ao Conselho Supremo Eleitoral (equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral do Brasil), que “servirão de base às reformas”.
Maiores detalhes não foram informados. A Assembleia Nacional, composta majoritariamente por membros do partido governista, disse que tais mudanças serão tomadas para “assegurar a paz, a segurança, e a estabilidade” em Nicarágua.
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Fim das eleições
No último domingo (19/7), o presidente do país, Daniel Ortega, decretou o fim das eleições em Nicarágua para impedir que políticos da oposição — muitos deles vivendo no exílio — cheguem ao poder.
Ortega liderou a Nicarágua de 1979, após a Revolução Sandinista, até 1990. O político de 80 anos retornou ao poder em 2007, e governa o país com punhos de ferro desde então ao lado de sua esposa, Rosario Murillo.
Devido ao autoritarismo, a comunidade internacional têm classificado o governo nicaraguense como uma ditadura. Nos últimos anos Ortega e Murillo são acusados de perseguir a oposição, religiosos, membros da imprensa e organizações da sociedade civil contrárias aos seus interesses.

