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Operadores financeiros alvos do MPSP atuavam em tribunais do PCC

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 5 horas)
Operadores financeiros alvos do MPSP atuavam em tribunais do PCC

Operadores financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) alvos do Ministério Público de São Paulo (MPSP) em operação deflagrada nesta terça-feira (21/7) atuaram também em episódios identificados como “tribunais do crime”.

De acordo com as investigações, os operadores teriam participado de  reuniões destinadas à resolução de conflitos patrimoniais. Os “tribunais” eram coordenados por integrantes da organização criminosa. Em um dos casos, o grupo financeiro recorreu à facção para resolver uma disputa relacionada a imóveis de luxo na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista.

Mandados de prisão preventiva

No total, 18 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão são cumpridos em São Paulo no âmbito da operação, que é um desdobramento das investigações desenvolvidas nas Operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas. A principal linha de investigação aponta a atuação do grupo em operações financeiras em favor do PCC.

Os investigados são suspeitos de movimentar recursos financeiros, realizar operações de conversão de dinheiro em espécie em transferências bancárias e atuar na ocultação, circulação e disponibilização de valores atribuídos à organização criminosa.

Além disso, segundo os promotores, foram identificadas “operações envolvendo entrega de numerário em espécie, transferências bancárias, utilização de empresas e contas de terceiros e movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores da facção”.

Além das prisões e buscas, a Justiça deferiu medidas cautelares patrimoniais que incluem o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, a indisponibilidade de imóveis e veículos e o sequestro de bens atribuídos aos investigados.

As decisões judiciais também determinaram o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas investigadas até o limite de R$ 10 milhões por investigado, bem como medidas de constrição sobre pessoas jurídicas apontadas pela investigação como integrantes da estrutura financeira apurada.