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Justiça manda Google identificar youtuber que ligou produto de Virgínia a cegueira

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Justiça manda Google identificar youtuber que ligou produto de Virgínia a cegueira

A Justiça de São Paulo determinou que o Google forneça os dados de identificação do responsável pela publicação de um vídeo no YouTube que associou um produto da influenciadora Virgínia Fonseca a um caso de cegueira de uma cliente.

A decisão atende a um pedido dos advogados de Virgínia e da WePink, em meio a um processo que busca indenização por danos morais contra um youtuber.

Em decisão obtida pela coluna, o juiz Rafael Saviano Pirozzi, da 3ª Vara Cível do Jabaquara, determinou que o Google forneça, em até 15 dias, os dados que permitam identificar o responsável pela publicação, como o endereço de IP, além da data e do horário em que o vídeo foi publicado.

“Expeça-se ofício ao Google Brasil Internet Ltda., para que, no prazo de 15 (quinze) dias, informe, relativamente ao vídeo disponível no endereço eletrônico os seguintes dados, caso existentes em seus registros: a) o endereço IP utilizado para o acesso/publicação correspondente ao vídeo; b) a porta lógica de origem (porta de conexão); c) a data e o horário, com indicação do respectivo fuso horário, dos registros de conexão relacionados ao acesso/publicação”, cita a decisão.

Os advogados de Virgínia acionaram a Justiça por entenderem que o conteúdo configura “disseminação de notícias falsas, difamatórias e caluniosas” veiculadas pelo criador de conteúdo Paullo R.

Conforme mostrou a coluna do Metrópoles Fábia Oliveira, o influenciador foi o primeiro a publicar um vídeo relatando o caso de uma mulher que afirmou ter ficado cega após utilizar um produto da WePink.

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O caso

Em 22 de junho do ano passado, o youtuber publicou um vídeo contando a história de Lidiane Herculano, de Nova Iguaçu (RJ), que afirmou ter ficado cega após utilizar um fortalecedor de cílios vendido pela marca WePink, chamado We Drop.

Conforme mostrou a coluna do Metrópoles Fábia Oliveira, Virgínia sustenta que a consumidora não ficou cega e leva uma vida sem qualquer anormalidade. Ela também acusa Paullo, agora réu, de ter abraçado a narrativa apresentada por Lidiane ao produzir vídeos atacando a influenciadora em seu canal.

A própria Lidiane, em vídeo gravado, afirmou que sentiu uma “ardência” ao usar o produto da empresa de Virgínia, mas que não se preocupou. Poucas horas depois, no entanto, começou a apresentar reações incomuns.

“Senti uma ardenciazinha de leve (…) e aí eu dormi. Quando acordei, eu já estava vendo tudo muito nublado, tudo muito cinza”, disse.

“Lavei com soro, com água boricada e voltei a dormir achando que ia melhorar. Só que, no dia seguinte, quando acordei para ir para o trabalho, continuei com essa nebulosidade”, reforçou Lidiane.

Virgínia sustenta na ação que Lidiane nunca apresentou laudos médicos que comprovassem as acusações e que também teria se recusado a entregar o produto adquirido para a realização de perícia.

A coluna não conseguiu localizar a defesa do youtuber.