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Dólar cai a R$ 5,07 e Ibovespa fecha estável em pregão morno

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Dólar cai a R$ 5,07 e Ibovespa fecha estável em pregão morno

O dólar comercial fechou em queda nesta terça-feira (21/7), cotado a R$ 5,073, recuo de 0,18% em relação ao pregão anterior. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou o dia praticamente estável, em leve baixa de 0,03%, aos 173,3 mil pontos.

Enquanto as bolsas americanas registraram fortes ganhos, embaladas pelo otimismo em torno da temporada de balanços corporativos, o mercado brasileiro teve mais um pregão sem direção definida. Investidores seguiram monitorando a escalada das tensões no Oriente Médio, a trajetória dos preços do petróleo e seus possíveis impactos sobre a inflação e os juros no Brasil.

Dólar cai apesar de alta no exterior

O dólar registrou queda frente ao real mesmo em um dia de valorização da moeda americana no mercado internacional. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, avançou 0,24%, aos 101,20 pontos.

Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, a queda do dólar no Brasil pode ser explicada, em parte, pela expectativa de ingresso de recursos provenientes das exportações de petróleo.

“O dólar cai, beneficiado, sem dúvidas, por expectativas de entrada de dólares no país trazidos pela balança comercial com petróleo valorizado”, afirmou Perri.

O analista destaca que, apesar da queda do câmbio, o mercado doméstico permanece cauteloso em relação aos efeitos da alta do petróleo sobre a inflação e ao cenário fiscal brasileiro.

Bolsa brasileira anda de lado

O Ibovespa voltou a destoar do desempenho observado nos mercados desenvolvidos e encerrou a sessão praticamente estável. Segundo Perri, há um movimento claro de preferência dos investidores por ativos negociados em países desenvolvidos neste momento.

“O Ibovespa opera de lado hoje, destoando do mercado norte-americano, sem movimento definido, em pregão no qual as bolsas dos EUA sobem forte. Está claro um movimento de preferência por mercados desenvolvidos, com os mercados europeus fechando em movimento similar, ignorando a pressão nos preços do petróleo e com investidores otimistas com a temporada de resultados nos EUA. Aqui, por outro lado, o mercado tem pouco fôlego, enquanto a curva de juros abre, apesar da queda do dólar”, completou o analista.

Entre os destaques positivos do pregão estiveram as empresas ligadas ao setor de petróleo. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 1,43%, enquanto os papéis da Vale subiram 0,43%. Os principais bancos também registraram ganhos moderados, inferiores a 1% — com exceção do Banco do Brasil (BBAS3), que avançou 3,52%.

Na ponta contrária, a WEG recuou 1,53%, figurando entre as principais quedas do índice.

Petróleo sustenta ações do setor

O petróleo voltou a encerrar o dia em forte alta. O barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, avançou 2,01%, sendo negociado a US$ 91,01. Já o WTI registrou alta de 2,26%, fechando cotado a US$ 84,34.

Entre as maiores quedas do dia, estiveram companhias mais sensíveis ao comportamento dos juros, especialmente dos setores de varejo, consumo e construção civil.

Nos EUA, os principais índices acionários confirmaram o tom positivo observado desde a abertura do pregão. O S&P 500 avançou 0,89%, enquanto o Dow Jones subiu 0,74%. Já o Nasdaq 100 liderou os ganhos do dia, com alta de 1,93%.

O desempenho reflete o otimismo dos investidores com a temporada de balanços corporativos, que tem sustentado a demanda por ações, sobretudo do setor de tecnologia.

Para a quarta-feira (22/7), a expectativa é de um pregão mais esvaziado do ponto de vista macroeconômico. O mercado deverá permanecer atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, às pesquisas eleitorais e aos resultados das grandes companhias americanas previstos para esta semana.