Belo Horizonte – A aliança nacional entre o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido dos Trabalhadores (PT), anunciada nessa segunda-feira (20/7), não deve reverberar na relação entre as siglas em Minas Gerais. No estado, os dois partidos devem caminhar separadamente na disputa ao governo de Minas Gerais.
A avaliação no PDT mineiro é que, como nas últimas pesquisas o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) apareceu bem cotado entre o eleitorado, não vale a pena abrir mão para apoiar o deputado federal Patrus Ananias, que também teve sua pré-candidatura oficializada na manhã de ontem, e ainda não entrou nas pesquisas.
Na última pesquisa Quaest, divulgada em 28 de abril, Kalil aparece em segundo com cerca de 14% das intenções de votos, atrás do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), com 30%.
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Relação com Lula
Apesar da não convergência estadual, o presidente do PDT mineiro, o deputado federal Mário Heringer aponta que a separação local é fundamentada apenas em pesquisas e informações, mas que o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na disputa nacional.
“O PDT recomenda a votação no Lula. Eu, particularmente, vou votar no Lula e se puder pedir às pessoas, vou pedir para que votem no Lula. Mas, onde tiver um evento do Kalil, o Kalil vai estar sozinho”, afirmou Heringer.
Sobre uma possível aliança com o PT, conforme lideranças petistas vem defendendo, Heringer afirmou ver como muito improvável, até por diferenças que já foram tratadas no início da pré-campanha.
A resistência de petistas ao nome do candidato pedetista, alegando ainda estarem magoados com o final da campanha ao governo de Minas em 2022, na qual o governador Romeu Zema (Novo) foi reeleito em primeiro turno, foi mencionado como um dos entraves.
O argumento da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) também foi recordado por Heringer para justificar uma relação próxima no primeiro turno. “Marília Campos disse, logo no início, que a estrela do PT na cabeça de uma chapa majoritária era garantia de derrota.”
O entendimento é que o histórico ruim do governo de Fernando Pimentel (PT) à frente do estado ainda afeta candidaturas petistas a cargos majoritários, ainda mais em relação ao Executivo.

