Belo Horizonte – O início das convenções partidárias, nesta segunda-feira (20/7), marca a reta final para a definição dos candidatos ao governo de Minas Gerais, mas a principal incógnita da disputa continua sendo o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Líder nas pesquisas de intenção de voto, ele ainda não decidiu se entrará na corrida pelo Palácio Tiradentes.
Mesmo com a proximidade dos prazos para as tomadas de decisões, o cenário segue turvo no estado. Apesar de já haver sinais fortes sobre os rumos que devem seguir, a federação PT, PV e PCdoB; o PL e o Republicanos ainda não decidiram oficialmente seus pré-candidatos.
A indefinição no PT, contudo, pode mudar em breve, pois nesta segunda o partido tem uma reunião marcada em Belo Horizonte, onde o deputado federal Patrus Ananias deve ter seu nome confirmado como candidato da federação.
Leia também
Já o PL afirma que ainda aguarda uma decisão do senador Cleitinho até o último minuto, mas as lideranças internas já trabalham com o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli como candidato.
Cleitinho ainda não se posicionou e, informações de pessoas próximas a ele, mostram uma certa indecisão. O desejo do povo por onde ele vai o anima, mas a possibilidade de virar “vidraça” e pegar um estado com graves problemas financeiros o preocupa, afirmam aliados. O senador lidera as pesquisas de intenção de voto até o momento e pode desequilibrar a disputa.
A disputa atual que conta com onze pré-candidatos ou postulantes ainda pode ganhar mais um. O ex-secretário de governo e pré-candidato ao Senado Marcelo Aro (PP), na chapa do governador Mateus Simões (PSD), passou a ser considerado pela direção nacional da federação União Progressista (União Brasil e PP).
Expectativa dos candidatos
Perguntamos aos pré-candidatos e potenciais candidatos quais suas expectativas em relação às convenções, sendo que Patrus, Vittorio e Cleitinho não responderam.
Simões acredita que o PSD vai quase triplicar sua presença na Assembleia Legislativa de Minas Gerais ao final do pleito, e se mostra confiante.
“Como maior partido em Minas, com grande bancada estadual e federal, além de quase 200 prefeitos, acredito que a convenção será um evento marcado pela presença de Minas como conjunto”, afirmou.
Já o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) aponta que será um momento para recordar os feitos pelo Executivo municipal e pelo Atlético, onde foi presidente.
“Expectativa é chegar na campanha, depois de oficializado em convenção, para mostrar o que fizemos no Atlético e na Prefeitura. Eu não prometi, mas fiz um hospital com quase 500 leitos, fiz 500 km de asfalto, um centro de saúde a cada dois meses, coloquei Wi-Fi nas vilas e favelas. E podemos fazer por Minas”, disse.
O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), que era um dos cotados a ser apoiado pelo PT na disputa, aponta que a convenção vai marcar uma posição. Alguns partidos querem que o MDB, entre outras siglas, abandonem suas candidaturas próprias para apoiá-los.
“Na ata vai estar meu nome como governador. Vice, senador, suplentes estão em aberto. A chapa federal e a estadual completas. Estamos abertos a conversar (com outros partidos), mas caso não tenha (alianças), temos nomes para todos os cargos dentro do MDB”, comentou.
Já o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares (PSB), outra legenda cortejada por adversários, foi suscinto ao afirmar que está pronto para as convenções e para a campanha.
A educadora popular Indira Xavier (Unidade Popular) comenta que a convenção, que será a primeira entre os partidos, servirá de ponto de partida para apresentar o programa de governo.
“A expectativa é homologar e começar a ir pra rua para apresentar esse programa. A UP no terreno das ruas para chamar o povo para construir e nós estamos num processo bastante ofensivo de convidar o povo para ingressar nas fileiras”, disse.
A professora Maria da Consolação (Psol) alega que o partido ainda terá reuniões para alinhar algumas questões antes da cerimônia oficial.
“Nós vamos ter agora, na próxima semana, uma plenária da nossa militância do PSolpara discutir a tática eleitoral e vamos ter a reunião do nosso diretório estadual também para definir e chegar na convenção”, comentou.
O professor da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) Túlio Lopes (PCB) disse que tem uma boa expectativa de “prioritariamente disputar o governo de Minas Gerais e buscar eleger a nossa bancada comunista”. “Nossas candidaturas são de vínculo com movimentos sindicais populares”, completou.
Com a primeira disputa eleitoral do candidato e do partido, o advogado e influencer Ben Mendes (Missão) afirma que as chapas de deputados estaduais e federais já estão completas e que as “pessoas que estão com bastante energia para lutar por um Brasil e por Minas melhor”.
Já o minerador Rafael Duda (PSTU) aponta que, apesar das limitações financeiras que o seu partido enfrenta, por não ter um valor considerável de fundo partidário, a intenção é mostrar uma campanha “mais ligadas aos trabalhadores e às trabalhadores e ao povo pobre”, para mostrar uma visão de mundo diferente.
Veja as datas das convenções
- UP – 20 de Julho
- Missão – 22 de Julho
- PL – 23 de Julho
- PSTU – 24 de Julho
- PCB – 25 de Julho
- Psol e Rede – 26 de Julho
- PDT – 26 de Julho
- PT, PV e PCdoB – 31 de Julho
- MDB – 1º de Agosto
- União PP – 1º de Agosto
- PSB – 2 de Agosto
- PSD – 2 de Agosto
- Republicanos – 5 de Agosto

