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Tarifaço: secretária de Agricultura dos EUA critica Brasil por etanol

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Tarifaço: secretária de Agricultura dos EUA critica Brasil por etanol

A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, usou as redes socais nesta sexta-feira (17/7) para agradecer ao presidente Donald Trump pelo tarifaço aplicado contra o Brasil. De acordo com Rollins, a medida é uma representação da luta do governo pelos fazendeiros norte-americanos.

A secretária — posto que se assemelha ao de ministro no Brasil — também fez críticas à postura brasileira em relação ao etanol, e disse que as medidas adotadas pelo país prejudica os produtores norte-americanos.

“A tarifa injusta de 18% do Brasil sobre o etanol americano reduziu as exportações de etanol dos EUA para o Brasil em mais de 87% desde 2018. Esses dias estão acabando”, escreveu.

Veja a publicação:

Secretária de Agricultura dos Estados Unidos
Secretária de Agricultura dos Estados Unidos

Etanol e tarifaço

A restrição brasileira ao mercado de etanol foi uma das justificativas usadas pelos Estados Unidos para aplicar novas tarifas a produtos brasileiros. Ao abrir a investigação comercial contra o Brasil, em julho de 2025, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) argumentou que o país mudou o tratamento tarifário para o etanol, o que prejudicou o comércio.

O órgão cita ainda um ponto de mudança registrado em 2017, quando o Brasil criou uma cota de importação isenta de tarifa para 600 milhões de litros para o etanol e anunciou a cobrança de uma taxa de 20% sobre o volume excedente.

O USTR chegou a afirmar ainda que o Brasil abandonou a cooperação bilateral para promover o comércio de etanol e estabeleceu condições “não recíprocas e injustas”, além de ter negado oportunidades justas aos produtores americanos.

O mercado de etanol tem peso relevante para a agricultura norte-americana e o país é um dos maiores produtores mundiais de etanol de milho, exportando milhões de litros do combustível.

O etanol brasileiro, por outro lado, é produzido a partir da cana-de-açúcar e tende a apresentar menor custo de produção e menor intensidade de carbono, o que o torna competitivo no mercado internacional. Em alguns segmentos do mercado americano, especialmente aqueles que valorizam combustíveis de baixa emissão, o produto brasileiro também é competitivo.

Neste sentido, durante o rito do USTR para decidir sobre as tarifas, produtores norte-americanos de etanol de milho testemunham a favor das taxas contra o mercado brasileiro.

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