Conhecidas como Spicules, as microagulhas naturais derivadas de esponjas marinhas ganharam fama no TikTok. O objetivo é potencializar a penetração de ativos, estimular a renovação da pele e proporcionar mais viço e luminosidade sem a necessidade de procedimentos realizados em consultório. A tendência da k-beauty, entretanto, não substitui tratamentos estéticos realizados por médicos e profissionais da área, afirma a dermatologista Marcella Alves.
Entenda o que são as Spicules
- Spicules são microestruturas naturais derivadas de esponjas marinhas.
- A aplicação é feita com uma espécie de “caneta” que contém o creme.
- A tecnologia ajuda a estimular a renovação da pele e a potencializar a absorção de ativos.
- A tendência acompanha a nova fase da k-beauty, focada na saúde e longevidade da pele.
- Os ativos foram adaptados para o uso domiciliar, inspirados em tecnologias dermatológicas.

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Realmente funciona como “microagulhamento domiciliar”?
De acordo com a dermatologista Marcella Alves, essa comparação precisa ser feita com cautela.
“As Spicules promovem uma estimulação muito superficial da pele e podem facilitar a ação de alguns ativos, mas isso não significa que reproduzam os efeitos de um microagulhamento realizado em consultório“, explica.







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Getty ImagesMarcella esclarece que o procedimento médico utiliza equipamentos específicos, profundidade controlada e objetivos terapêuticos bem definidos. Já os cosméticos representam uma proposta diferente.
“Eles aproximam o consumidor de tecnologias inspiradas na dermatologia, mas sem substituir tratamentos médicos quando eles são indicados“, diz a dermatologista da Onne Clinic (RJ).
Quem deve ter mais cautela com as Spicules
Segundo Marcella Alves, pessoas com pele sensível, rosácea, dermatites, eczema, inflamações ativas ou com a barreira cutânea comprometida devem ter uma atenção especial antes de utilizar esse tipo de produto.
Também é importante avaliar a associação com outros ativos potencialmente irritantes, como alguns ácidos e retinoides.
“Embora sejam cosméticos, eles não deixam de promover um estímulo sobre a pele. Por isso, a escolha deve considerar as características individuais de cada paciente e, sempre que possível, contar com orientação dermatológica“, orienta a profissional.

