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Tarifaço: Flávio diz que Lula provocou Trump “o tempo inteiro”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Tarifaço: Flávio diz que Lula provocou Trump “o tempo inteiro”

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), atribuiu o novo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (16/7), Flávio afirmou que “enquanto eu estava nos EUA tentando evitar o tarifaço, Lula preferiu provocar Trump”.

“Foram mais de 62 vezes em que o Lula ou xingou o Trump ou deu pancada nos EUA. Ele provocou o tempo inteiro“, disse Flávio em entrevista ao Flow Podcast.

Os Estados Unidos confirmaram nessa quarta-feira (15/7) a aplicação do tarifaço de 25% a produtos brasileiros. A decisão conclui investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de “práticas desleais” que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos. A nova tarifa passa a valer na próxima semana, no dia 22 de julho.

Após o anúncio do tarifaço, aliados de Lula e o próprio governo afirmaram que a medida imposta pelos EUA faz parte de “enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro”.

“É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”, acusou em nota, emitida pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência.

No texto, o governo completa que a defesa da soberania é uma obrigação independente de ideologia política. “Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”, destacou.

Além da aplicação das taxas de 25%, o governo brasileiro espera ainda pela conclusão de uma segunda investigação que sugere uma nova taxa de 12,5% sobre produtos nacionais. A nova medida é baseada em apuração sobre exploração de trabalho forçado. Ao fim da conclusão das duas investigações, setores da indústria brasileira podem ser atingidos com até 37,5% de taxas.