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Governo Lula rebate EUA e cita mais de 30 reuniões sobre tarifaço

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Governo Lula rebate EUA e cita mais de 30 reuniões sobre tarifaço

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve mais de 30 reuniões com autoridades norte-americanas para tratar as tarifas propostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Os encontros, apurou o Metrópoles, ocorreram em diversos formatos, em níveis técnicos e ministeriais, além do encontro entre Lula e o presidente Donald Trump.

As reuniões ocorrem desde que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma investigação contra o Brasil por práticas de comércio desleais. Baseada na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, a diligência foi finalizada nessa quarta-feira (15/7) e resulta na aplicação de 25% de taxas contra produtos brasileiros.

Após o anúncio dessa quarta, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, usou as redes sociais para responsabilizar o governo Lula pelas tarifas. Ele é o responsável pela política externa de Donald Trump e disse que Lula “não negociou de boa fé” com as autoridades estadunidenses.

“Hoje, o presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não há confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, disse Rubio.

Além das reuniões em caráter técnico, que tinham o objetivo de discutir os detalhes da investigação aberta pelos Estados Unidos, dados obtidos pelo Metrópoles contabilizam 11 reuniões ministeriais com Jamieson Greer, que chefia o USTR, e com Marco Rubio.

Ao Metrópoles, interlocutores do presidente Lula afirmaram que Jamieson Greer teve quatro reuniões com Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), para tratar sobre os tarifaços. Nestas reuniões, o Brasil chegou a apresentar, sem sucesso, propostas para evitar a aplicação das taxas.

Tarifas contra o Brasil

Os Estados Unidos confirmaram nessa quarta a aplicação do tarifaço de 25% a produtos brasileiros. A decisão conclui investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de “práticas desleais” que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos.

A nova tarifa passa a valer na próxima semana, no dia 22 de julho. A medida, no entanto, apresenta uma extensa lista de exceções. Produtos como café, carne bovina, peixe, terras-raras e laranja, por exemplo, ficarão de fora do novo tarifaço.

“Esta ação é resultado de uma investigação de um ano que constatou que várias práticas do Brasil são desarrazoadas e discriminatórias, restringindo a posição competitiva de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos”, alegou o órgão comercial dos EUA.