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Fariseus: "missionária do CV" posa com fuzil banhado a ouro no Rio

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Fariseus: "missionária do CV" posa com fuzil banhado a ouro no Rio

Fotos e vídeos apreendidos pela Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT) mostram Rhavenna Almeida (foto em destaque), uma das investigadas na Operação Fariseus deflagrada nesta quinta-feira (16/7), ao lado de integrantes do Comando Vermelho (CV) em comunidades do Rio de Janeiro e segurando uma arma de fogo banhada a ouro. 

O material foi extraído de aparelhos eletrônicos apreendidos durante a ação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Segundo a investigação, os registros reforçam a hipótese de que a mulher mantinha ligação com a facção criminosa além da atuação religiosa alegada pelos envolvidos.

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Rhavenna é apontada pela polícia como namorada do criminoso foragido Jonas Souza Gonçalvez Júnior, conhecido como “Batman”. A polícia afirma que ela utilizava o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, vinculado à igreja onde seus pais atuam como pastores, para manter contato com integrantes do CV, incluindo presos e foragidos.

A suspeita é de que, além dessa aproximação, a investiga também desempenhasse funções de apoio à comunicação e à logística da facção.

Os investigadores identificaram ainda que a jovem realizava viagens frequentes ao Rio de Janeiro, onde permanecia em comunidades controladas pelo Comando Vermelho. Em uma dessas ocasiões, ela teria visitado o imóvel utilizado por “Batman”, considerado foragido da Justiça desde 2024.

Outro elemento considerado relevante pela Polícia Civil são registros de videochamadas entre Rhavenna e lideranças criminosas foragidas. Em um dos vídeos analisados, um conselheiro do CV participa da conversa enquanto outro integrante da facção aparece efetuando disparos de fuzil em uma comunidade carioca.

Operação Fariseus

A Operação Fariseus foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (16/7) para investigar uma família suspeita de utilizar um projeto religioso como fachada para prestar apoio ao Comando Vermelho.

Segundo a Polícia Civil, os investigados aproveitavam o acesso às unidades prisionais por meio da atividade missionária para manter contato com presos da facção, transmitir recados, aproximar familiares de criminosos, movimentar dinheiro e oferecer suporte logístico à organização criminosa.

Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu, temporariamente, que eles ingressem em presídios por meio de projetos religiosos.

Além da suspeita de prestar apoio ao CV, a investigação também apura um esquema de lavagem de dinheiro.

Conforme a corporação, valores atribuídos à facção eram movimentados por meio de contas bancárias de familiares e terceiros para ocultar a origem dos recursos. Parte do dinheiro teria sido utilizada para custear viagens, adquirir veículos e pagar procedimentos estéticos.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.