Belo Horizonte – A busca pelo candidato a ser apoiado pelo Partido dos Trabalhadores para o governo de Minas Gerais segue em aberto. O nome mais cotado atualmente é o do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), que chegou a Brasília na tarde dessa terça-feira (14/7) e aguarda uma agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar costurar os rumos de uma possível campanha.
A construção eleitoral da centro-esquerda em Minas passa pelos planos de outros dois partidos, o PSB e o PDT, que vão acompanhar Lula na disputa nacional. O presidente pessebista João Campos já acertou o apoio do PT em sua candidatura ao governo de Pernambuco; enquanto o presidente pedetista Carlos Lupi acertou a aliança entre as legendas no Rio Grande do Sul.
A questão é que o PSB está dividido em dois projetos, um grupo de pré-candidatos a deputados, autodenominados municipalistas, não desejam um apoio ao PT neste momento e veem com bons olhos uma aliança para a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).
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O grupo chegou, inclusive, a se reunir com pessoas próximas a Kalil em uma conversa em Belo Horizonte. A intenção é que, caso o PSB não lance o pré-candidato Jarbas Soares Júnior ao governo de Minas Gerais, eles apoiem Kalil. Há também os que defendem conversas de apoio com o governador Mateus Simões (PSD) e mesmo com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
Uma outra ala defende que o partido apoie o PT no candidato que será escolhido. Neste cenário, a legenda ainda contaria com um possível candidato a vice, o nome em questão seria do ex-senador Clésio Andrade, que também ocupou o cargo durante um dos mandatos do ex-governador Aécio Neves (PSDB).
Apesar do PT ter tentado convencer Kalil a rever sua posição sobre um possível apoio no primeiro turno, o ex-prefeito está irredutível. A avaliação dele, segundo pessoas próximas, é que o histórico do último governo petista de Fernando Pimentel pode afetar a disputa.

