Aliados do ministro do STF Alexandre de Moraes apostam que ele vai rever a decisão em que proibiu o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, Jair Bolsonaro, por 90 dias.
A aposta tem sido feita, nos bastidores, por ministros do STF e de outros tribunais superiores que mantêm boa relação com Moraes. A leitura é de que ele reagiu “com o fígado” e perceberá que exagerou.





O ministro Alexandre de Moraes
Hugo Barreto/MetrópolesFlávio leu carta de Jair Bolsonaro em live
DivulgaçãoPresidente Lula e o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoA decisão foi dada pelo ministro na segunda-feira (13/7) e valerá em um momento crucial da eleição. Pelo despacho, Flávio só pode voltar a falar com o pai no dia 11 de outubro, uma semana após o primeiro turno.
A medida recebeu críticas de outros ministros do Supremo e até de integrantes do governo Lula. Como revelou a coluna, auxiliares presidenciais viram um erro de Moraes na fundamentação da decisão.
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No governo e no STF, há também uma leitura de que o despacho do ministro ajuda a reforçar o discurso de “vitimismo” de Flávio. O senador tem acusado Moraes de interferência na disputa eleitoral.
Além disso, pesa ainda o fato de Flávio ser advogado do pai. A posição levou a OAB a entrar no circuito e enviar um ofício ao ministro pedindo que devolva ao senador o direito de visitar o ex-presidente na prisão domiciliar.
