O etanol voltou a ganhar competitividade frente à gasolina e já é a opção mais vantajosa em 11 estados brasileiros, segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) com base nos preços praticados nos postos de combustíveis.
A comparação leva em conta a chamada paridade de 70%, regra prática usada pelo mercado para avaliar qual combustível compensa mais financeiramente — já que veículos abastecidos com etanol costumam ter rendimento menor em relação à gasolina.
Assim, quando o preço do etanol fica abaixo de 70% do valor da gasolina, o biocombustível passa a ser mais vantajoso.
Veja em quais estados o etanol é mais competitivo:
- São Paulo;
- Distrito Federal;
- Goiás;
- Mato Grosso;
- Mato Grosso do Sul;
- Tocantins;
- Bahia;
- Minas Gerais;
- Paraná;
- Santa Catarina;
- Sergipe.
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De acordo com os dados, essa condição foi verificada em estados com forte produção de cana-de-açúcar e maior oferta do produto, o que contribui para preços mais competitivos. Em outras unidades da federação, no entanto, a gasolina ainda segue como a melhor escolha para o consumidor.
A diferença de competitividade entre os estados reflete fatores como logística de distribuição, carga tributária e dinâmica regional de oferta e demanda. Regiões produtoras, como o Centro-Sul, tendem a apresentar maior vantagem para o etanol, enquanto áreas mais distantes dos polos produtivos enfrentam custos mais elevados.
Além disso, o etanol é um combustível renovável e emite menos gases de efeito estufa em comparação à gasolina, sendo uma alternativa mais sustentável aos combustíveis fósseis.
A tendência para os próximos meses dependerá do comportamento dos preços internacionais do petróleo, da safra de cana-de-açúcar e das políticas de preços adotadas pelas distribuidoras. Para o consumidor, a recomendação segue sendo acompanhar os preços nos postos e aplicar a regra dos 70% para decidir qual opção pesa menos no bolso.
Aumento de etanol na gasolina
Nesta terça-feira (14/7), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento de etanol na gasolina, saindo dos 30% aprovados em junho do ano passado para 32%, com possibilidade de chegar a 35%.
A medida foi aprovada após ter sido adiada por diversas vezes, em decorrência de divergências entre especialistas, entidades do setor e o governo.
A proposta foi aprovada em um período de extrema volatilidade no preço do petróleo, motivada pela crise no Oriente Médio, o que encareceu o preço dos combustíveis no Brasil e pode ter favorecido a decisão do colegiado.

