No programa do Noblat, com a participação de João Bosco Rabello do Canal @portaldobosco, a análise política disseca a nova manobra do bolsonarismo ao instrumentalizar a crise familiar e as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O debate gira em torno da punição aplicada pelo ministro Alexandre de Moraes, que proibiu o senador Flávio Bolsonaro de visitar o pai condenado por 90 dias.
A sanção veio após Flávio divulgar e ler nas redes sociais uma carta escrita por Jair Bolsonaro pedindo “união” à direita e mandando recados.
Para João Bosco, o clã transformou o descumprimento deliberado de medidas cautelares em um método político calculado, usando as reações da Justiça como combustível para alimentar a narrativa de “perseguição” e blindar a candidatura do herdeiro em meio ao fogo amigo da própria base.
O programa expõe que a divulgação da carta tem dois alvos principais. O primeiro é interno: Flávio precisava desesperadamente do “aval de sangue” do pai para peitar a madrasta, Michelle Bolsonaro, em um cenário de pé de guerra doméstico e racha partidário onde até veículos da extrema direita já largaram a mão do senador. O segundo alvo é externo e mira o desgaste institucional. O jornalista desmascara o cinismo dos discursos de parlamentares como Bia Kicis, Rogério Marinho e Sérgio Moro, que tentaram fazer um falso paralelo com a prisão de Lula em 2018 para acusar o STF de parcialidade.

