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Após carta de Bolsonaro, Caiado diz que Flávio "explora figura do pai"

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Após carta de Bolsonaro, Caiado diz que Flávio "explora figura do pai"

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) voltou a criticar, nesta terça-feira (14/7), o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que que ele “explora a figura do pai”. A declaração ocorre após ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender as visitas do senador ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por 90 dias devido à carta com teor político divulgada por ambos.

Durante entrevista para a rádio NovaBrasil, ao ser questionado sobre a decisão de Moraes, o ex-governador de Goiás afirmou que o ministro e Flávio estão “jogando o mesmo jogo” e que a discussão não tem nada a ver com a vida do brasileiro.

“Nós não damos conta de discutir a relevância, a importância de uma eleição para a Presidência da República. Ela se arrasta neste processo, que é algo assim que eu não sei onde eles querem levar essa eleição em 2026. Ou seja, você assiste claramente que todos os dois estão jogando o mesmo jogo. Um se alimenta do outro. O que que isso tem a ver com a vida do brasileiro?” destaca.

O pré-candidato também crítica o uso da imagem de Bolsonaro e afirma que as eleições são um processo gravíssimo onde o Brasil já teve “cinco mandatos de governo do PT”.

“Eu acho que precisa de parar e respeitar o ex-presidente Jair Bolsonaro e deixar de explorar o pai, deixar de explorar a figura do ex-presidente. Liderança, ela não se transfere, liderança se constrói. Cada um assumindo os seus problemas e voltando para o qual ele é o candidato, que nós somos pré-candidatos”. ressaltou.

Moraes x Flávio

O ministro  suspendeu as visitas do senador ao pai, Jair Bolsonaro, por 90 dias e deu 48 horas para que a defesa explique a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente.

No sábado (11/7), Flávio Bolsonaro divulgou nas redes sociais uma carta em que o ex-presidente reafirma o apoio ao filho mais velho na disputa pela Presidência da República, na eleição de outubro.

Na decisão, Moraes lembra que, ao conceder prisão domiciliar temporária para Bolsonaro, em 24 de março de 2026, determinou, entre outras medidas, a proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.