Belo Horizonte – A indefinição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre sua candidatura ao governo de Minas Gerais está dificultando as estratégias de seus adversários e travando alianças. Com o prazo para a definição das chapas se aproximando, os políticos mineiros se mostram mais nervosos e criam alternativas.
Cleitinho lidera com folga todas as pesquisas e a eleição mineira é uma com ele e outra completamente diferente se ele decidir não concorrer, um cenário longe do improvável. E seus concorrentes disputam seus votos caso Cleitinho recue.





Cleitinho e Flávio Bolsonaro no Senado
Jefferson Rudy/Agência SenadoSenador Cleitinho Azevedo fala na tribuna
Waldemir Barreto/Agência SenadoPré-candidato ao governo de Minas Gerais Mateus Simões
Guilherme Bergamini/ALMGSenador Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro
Reprodução/YouTubeO pré-candidato à reeleição Mateus Simões (PSD), que desde o início da pré-campanha defendeu uma união da direita em torno do seu nome, começou a criticar de forma mais veemente a possibilidade do senador disputar o cargo.
Durante um almoço com empresários mineiros no Mercado Central, em Belo Horizonte, na manhã de sexta-feira (10/7), o pessedista avaliou que, seja derrotado ou vencendo, concorrer ao cargo poderá ser prejudicial para a carreira política de Cleitinho.
“Se ele se candidata e perde é um desastre para a vida política dele. Se ele se candidata e ganha, também é para a vida política dele, porque não há condição financeira de executar nenhum dos compromissos que o senador tem propalado”, disse Simões.
O governador seguiu: “Ele acredita em isenção de vários impostos, taxa e preços públicos que se forem isentados hoje, quebra o estado de Minas Gerais. Ele acredita em aumento real para os servidores públicos que, se for concedido hoje, quebra o estado de Minas Gerais”.
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A expectativa de Simões era atrair não apenas o apoio de Cleitinho, mas também do Partido Liberal (PL) e dos bolsonaristas. Para isso, ele chegou a acompanhar um dia de agendas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma visita a capital mineira em 2025 e se aproximou de alguns nomes do partido, principalmente do deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
Apesar das tentativas, a avaliação da direção estadual do PL é de que, por ser uma figura politicamente muito ligada ao pré-candidato Romeu Zema (Novo) e por ser filiado ao PSD, que tem como pré-candidato Ronaldo Caiado, uma aliança neste primeiro turno é considerada inviável, já que o que se busca é um palanque para o senador Flávio Bolsonaro (PL).
PL vive dilema à espera de Cleitinho
- O plano A era convencer Cleitinho a disputar o governo com apoio do PL e dar palanque a Flávio Bolsonaro em Minas
- Com o prazo apertando e sem garantias de Cleitinho, cresce dentro do partido a defesa da candidatura própria do ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli
- Dois palanques: uma das alternativas discutidas foi lançar Cleitinho e Medioli em chapas separadas, mas ambos apoiando Flávio
- Mas o presidente estadual da sigla, Euclydes Pettersen, afirmou que, se o PL lançar candidato, Cleitinho fará campanha independente
O receio de Flávio não ter um palanque forte em Minas fez com que o PL se abrisse a alternativas. Enquanto alguns ainda mantém a esperança de que Cleitinho dará uma resposta positiva as sinalizações do partido, outros alegam que a decisão já deveria ter sido tomada e passaram a defender uma candidatura do ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL).
A situação fez com que uma nova estratégia fosse traçada na qual a ideia era que os Vittorio e Cleitinho saíssem candidatos e dessem palanque para o bolsonarista.
A ideia não foi bem recebida pelo Republicanos mineiro que afirmou, por meio do seu presidente Euclydes Pettersen, que a caso o PL lance um candidato ao Palácio Tiradentes, o senador vai com campanha independente.

