Aliados do ministro do STF Nunes Marques apostam que ele não tomará qualquer decisão, antes das eleições de outubro, sobre o pedido de revisão criminal apresentado por Jair Bolsonaro contra a condenação do ex-presidente no inquérito do golpe.
A expectativa, compartilhada por auxiliares de Lula, é de que o ministro manterá o processo sem movimentação durante o período eleitoral, evitando que uma eventual decisão dele provoque repercussões políticas em meio à campanha presidencial.






Jair Bolsonaro
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoPresidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidente do TSE, Nunes Marques
FOTO: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografoFlávio Bolsonaro é o pré-candidato à Presidência do Partido Liberal (PL)
Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNovaMinistro Nunes Marques do STF
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografoA aposta dos aliados de Nunes Marques é de que, como relator do pedido, ele só dará uma decisão favorável a Bolsonaro se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) for eleito presidente da República. Um possível caminho, nesse caso, seria a diminuição da pena.
Para aliados do ministro do Supremo, uma decisão dele antes do pleito teria potencial para influenciar o ambiente político e alimentar críticas de interferência do Judiciário no processo eleitoral. Nunes Marques comanda o TSE durante as eleições de 2026.
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Qualquer eventual decisão monocrática de Nunes Marques em relação ao pedido de revisão criminal de Bolsonaro, vale lembrar, precisará ser submetida aos demais integrantes da Corte. Atualmente, o Supremo tem apenas 10 ministros em atuação.
Nos últimos meses, o Supremo já recebeu diversos outros pedidos de revisão criminal de condenados no inquérito do golpe. Dos cinco casos analisados pelo plenário virtual do STF, em quatro Nunes Marques acompanhou a maioria contra derrubar as punições.

