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Moro cita caso de Lula e diz que falta legalidade à decisão de Moraes

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Moro cita caso de Lula e diz que falta legalidade à decisão de Moraes

O senador Sergio Moro (PL-PR) criticou, nesta segunda-feira (13/7), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelos próximos 90 dias.

Em publicação na rede social X, Moro relembrou o período em que atuou como juiz titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância. O parlamentar comparou a medida ao período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso, em 2018.

“Lula, durante 2018, recebeu 572 visitas na prisão, inclusive 21 do então candidato à presidência do PT, Fernando Haddad. Seus visitantes concediam, em seguida, longas entrevistas a TV e à imprensa sobre o que Lula havia falado. Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula”, diz um trecho da declaração.

Na avaliação dele, a decisão de Moraes em relação a Bolsonaro não segue os princípios da proporcionalidade e da legalidade.

“Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e, pelo jeito, também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso. Falta proporcionalidade e legalidade à decisão do Min. Moraes”, afirmou o senador.

Imagem colorida, tuíte de Sérgio Moro - Metrópoles
Moraes suspendeu as visitas do senador, que também atua como advogado de defesa do pai

Descumprimento de medida cautelar

Moraes suspendeu as visitas do senador ao pai durante 90 dias após a divulgação, no último sábado (11/7), nas redes sociais, de uma carta escrita por Jair Bolsonaro. O ministro também deu 48 horas para a defesa explicar a publicação, por considerar que ela pode ter violado as medidas cautelares impostas ao ex-presidente, como a proibição do uso das redes sociais.

O magistrado afirma que Flávio, que também é advogado do pai, se utilizou do direito de visitar Bolsonaro para obter o documento escrito por ele “com a exclusiva finalidade de divulgá-lo nas redes sociais”.

Além disso, o caso foi enviado ao procurador-geral eleitoral para apurar possível propaganda eleitoral antecipada.

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