Ao proibir as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou que o parlamentar é reincidente no descumprimento de medidas cautelares.
Nesta segunda-feira (13/7), o magistrado suspendeu as visitas até o fim do segundo turno das eleições e deu 48h para que a defesa explique a divulgação de uma carta escrita pelo ex-chefe do Planalto.
A decisão ocorre após o senador tornar pública, nas redes sociais, no último sábado (11/7), um texto redigido pelo ex-presidente na qual ele coloca o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.
Moraes lembrou que, em agosto de 2025, o que na época motivou a decretação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, Flávio também havia descumprido ordens do STF ao transmitir em suas redes uma fala do ex-presidente por telefone durante um ato político em Copacabana (RJ).
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“Observo, ainda, que Flávio Nantes Bolsonaro é reincidente em sua conduta desrespeitosa as decisões judiciais, pois em 3/8/2025, juntamente com seu pai Jair Messias Bolsonaro, desrespeitaram a mesma medida cautelar de ‘proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros’, produzindo dolosa e conscientemente material pré-fabricado para seus partidários políticos”, ressaltou.
À época, esse descumprimento das cautelares resultou na decretação provisória da prisão domiciliar do ex-presidente no dia seguinte. Agora, a defesa de Jair Bolsonaro terá de esclarecer se o ex-chefe do Planalto tinha ciência da carta que seria veiculada na internet.
O ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses após ter sido condenado por liderar uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado em 2022. Após cumprir parte da pena no Complexo Penitenciário da Polícia Militar, a Papudinha, ele foi transferido para regime domiciliar por questões humanitárias de saúde.

