O tenente da Polícia Militar (PM) Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no final de junho em São Caetano, no ABC Paulista, passará por um novo exame médico na próxima sexta-feira (17/7) para avaliar a evolução do quadro de vasoespasmo cerebral, nome dado ao estreitamento das artérias que irrigam o cérebro. É o que diz um novo boletim médico divulgado pela corporação neste domingo (12/7).
De acordo com a nota, a condição inerente ao trauma sofrido pelo oficial e é acompanhada desde o início da internação. O tratamento do vasoespasmo segue em curso pela equipe médica, com ajuste fino da medicação. O resultado do exame é bastante aguardado pelos médicos para dar início à redução gradual da sedação.
O tenente Pimentel segue internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, em estado grave. Segundo o 1º Batalhão de Polícia de Choque (Rota), ele está estável e respondendo aos cuidados de terapia intensiva.
Na quinta-feira (9/7), o agente passou por uma traqueostomia. A equipe médica informou que o tenente evolui bem, sem complicações ou sangramentos. Ele segue em ventilação mecânica pelo novo acesso. A pressão intracraniana mantém-se estável em níveis baixos, e o oficial não apresenta febre.
Tenente baleado
- Policial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na nuca enquanto aguardava em um semáforo da Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na manhã de 27 de junho.
- Imagens de câmeras de segurança mostram o PM de moto na avenida quando dois criminosos em outra motocicleta se aproximam. O garupa aponta a arma para a cabeça do oficial e atira à queima-roupa. Eles fogem em seguida.
- As autoridades não deram detalhes sobre as possíveis motivações do crime e disseram que nenhuma hipótese foi descartada.
- Segundo a investigação, o ataque foi premeditado. Outras câmeras de segurança flagraram os suspeitos acompanhando a movimentação do tenente Pimentel pouco antes do crime.
- O policial é irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, por mais de 100 horas.
Sete mortes durante investigação
Em pouco menos de 15 dias, a investigação sobre o atentado resultou na prisão de três suspeitos e na apuração da morte de sete homens que, inicialmente, foram apontados como suspeitos de ligação com o caso.
Em quatro dos seis boletins de ocorrência obtidos pelo Metrópoles, policiais militares afirmam ter recebido denúncias de que os indivíduos teriam participado do ataque ao tenente. Até o momento, porém, não há comprovação de que qualquer um deles tenha ligação direta com o atentado.







Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota baleado. Irmão de Eloá Pimentel
Polícia Militar/ReproduçãoMoto usada por dupla responsável por atentado a tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foi apreendida próximo à comunidade de Heliópolis, zona sul da capital paulista.
Polícia Militar/Divulgação.Ronickson Pimentel, tenente da Rota baleado na cabeça, e a esposa, Cintia Pimentel
Reprodução/ InstagramRonickson Pimentel dos Santos
Polícia Militar/Câmera de segurança/ReproduçãoAs duas primeiras mortes ocorreram em 29 de junho, dois dias após o crime. Na Estrada Aricanduva, na zona leste da capital, um homem denunciado por suposta participação no atentado morreu após, segundo os policiais, atirar contra a equipe durante a abordagem.
No mesmo dia, outro suspeito morreu na Vila Galvão, em Guarulhos, depois de, conforme o registro policial, fazer menção de sacar uma arma durante a abordagem da Rota.
Em 2 de julho, outras duas mortes foram registradas. Em Guaianases, um homem morreu após reagir a uma abordagem, segundo a PM. Em Peruíbe, no litoral sul, outro suspeito foi morto depois de uma perseguição que terminou em confronto, de acordo com a corporação.
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Outros dois casos ocorreram na zona sul da capital. No Jardim Miriam, um homem morreu após uma troca de tiros durante patrulhamento na Favela do Arrebento. Já no Jardim São Luís, um suspeito foi baleado e morreu depois que policiais afirmaram ter sido recebidos a tiros ao averiguar uma denúncia de tráfico de drogas. A sétima morte aconteceu na zona leste nessa sexta-feira (10/7).
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou uma recompensa de R$ 50 mil por quem passar informações que levem à identificação do paradeiro de Hércules da Costa Siqueira, o Golias, apontado como o principal suspeito de atirar contra Ronickson Pimentel dos Santos. A polícia acredita que ele ainda esteja em território brasileiro.

