A prefeitura de Niterói contratou por R$ 3,8 milhões a empresa Opção Ativa, controlada pelo grupo do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, preso pela Polícia Federal na terça-feira (7/7) por lavagem de dinheiro com uso de postos de combustíveis. O contrato, que já teve dois aditivos desde 2024, é para locação de reboque.
A Opção Ativa é registrada no nome de Felipe Corrêa da Cruz, irmão de Hugo Canelão, suplente de vereador em São Gonçalo e um dos principais aliados de Márcio Canella. A empresa também presta serviço para o Detran-RJ.
Em janeiro de 2024, a prefeitura de Niterói contratou a Opção Ativa por R$ 1,3 milhão até o início de 2025. Veio, então, o primeiro aditivo, em janeiro de 2025, por R$ 1,2 milhão; e o terceiro em janeiro de 2026, de R$ 1,3 milhão.




Contrato de concessão entre a Opção Ativa e a Prefeitura de Niterói
Arte MetrópolesHugo Canelão e Márcio Canella
Márcio Canella foi alvo da Polícia Federal por chefiar um esquema de lavagem de dinheiro com postos de gasolina
A ligação entre o grupo de Canella e a prefeitura de Niterói se estende também para o setor de combustíveis, principal ponto da investigação da Polícia Federal contra o ex-prefeito de Belford Roxo.
Em 2023, Hugo Canelão recebeu uma concessão da prefeitura de Niterói para exploração de um posto de gasolina. O contrato tem validade de 10 anos e foi assinado pelo próprio aliado de Canella, que, na época, era dono do Posto Pendotiba.
Atualmente, o Posto Pendotiba está registrado no nome de Luana Oliveira, Luisi Corrêa Pinho e Renivaldo Vieira Granja Júnior. Os três são apontados pela Polícia Federal como laranjas vinculados a Márcio Canella.
Procurada, a Prefeitura de Niterói não retornou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

