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Venezuela rejeita ajuda de novo presidente da Colômbia após terremotos

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Venezuela rejeita ajuda de novo presidente da Colômbia após terremotos

O governo da Venezuela rejeitou, neste sábado (11/7), a proposta do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, para que Bogotá lidere a reconstrução das áreas devastadas pelos terremotos ocorridos no fim de junho.

Em comunicado oficial, o regime comandado por Delcy Rodríguez afirmou que a recuperação do país “corresponde exclusivamente ao Estado venezuelano” e descartou, por ora, qualquer coordenação com o futuro governo colombiano.

A manifestação foi divulgada após De la Espriella defender que a Colômbia assuma protagonismo na reconstrução da Venezuela, especialmente no estado de La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelo desastre.

“O Governo da República Bolivariana da Venezuela observou com surpresa as recentes declarações do Sr. Abelardo de la Espriella, presidente eleito da República da Colômbia, nas quais ele busca reivindicar amplos poderes nos esforços de recuperação e reconstrução das áreas afetadas pelos terremotos de 24 de junho”, afirmou Caracas.

Segundo o governo venezuelano, todas as “capacidades institucionais, técnicas e produtivas” do país já foram mobilizadas para enfrentar a emergência.

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 A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez
Pessoas observam prédios incendiados após um terremoto de magnitude 7,2 atingir a Venezuela
Mais de 800 prédios sofreram danos
Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia
Abelardo de la Espriella foi eleito presidente da Colômbia para o mandato 2026-2030
Metrópoles
Governo da Venezuela desmonta programas sociais de Maduro
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 A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez
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A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez

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Pessoas observam prédios incendiados após um terremoto de magnitude 7,2 atingir a Venezuela
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Mais de 800 prédios sofreram danos
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Mais de 800 prédios sofreram danos

Cem Tekkesinoglu/Anadolu via Getty Images
Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia
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Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia

Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty Images
Abelardo de la Espriella foi eleito presidente da Colômbia para o mandato 2026-2030
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Abelardo de la Espriella foi eleito presidente da Colômbia para o mandato 2026-2030

Camilo Moreno/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images)

O comunicado também agradece as manifestações de solidariedade recebidas da comunidade internacional, mas ressalta que qualquer cooperação estrangeira será definida “no exercício de suas competências soberanas”.

“Nesse sentido, até o momento, não está prevista nenhuma coordenação com o governo eleito da Colômbia”, acrescenta a nota.

Proposta colombiana

Durante um evento público na sexta-feira (10/7), De la Espriella afirmou que a reconstrução da Venezuela deve ser liderada pela Colômbia e determinou o início da elaboração de um plano para atuar no país vizinho.

“A reconstrução da Venezuela após o terremoto deve ser realizada pela Colômbia. Com tudo o que isso implica”, declarou.

O presidente eleito ordenou ao futuro ministro da Defesa, Jorge Eduardo Mora, que organize uma equipe de engenheiros militares para estruturar um plano de reconstrução em parceria com a iniciativa privada.

Também encarregou o futuro ministro do Interior, Mauricio Gómez, de iniciar tratativas com os Estados Unidos para viabilizar a proposta.

“Isso deve ser feito em conjunto entre nossos engenheiros militares e a iniciativa privada. Precisamos enviar as cartas e os pedidos necessários para apresentar essa situação ao governo dos Estados Unidos”, afirmou.

Balanço da tragédia

O governo venezuelano também atualizou, na tarde deste sábado, o balanço dos terremotos que atingiram o país.

Segundo as autoridades, o número de mortos chegou a 4.333, enquanto 16.740 pessoas ficaram feridas e 6.462 foram resgatadas.

Além disso, 17.907 pessoas permanecem desabrigadas, 190 edifícios desabaram e 856 sofreram danos estruturais.

Desde o início da crise, foram registradas 1.202 réplicas, e mais de 30 mil pessoas seguem mobilizadas nas operações de resgate, assistência humanitária e reconstrução.

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