Relator do Caso Master no STF, o ministro André Mendonça determinou, neste sábado (11/7), a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda e proibiu que ele deixe o Brasil. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que apontou risco concreto de fuga do publicitário.
Miranda é investigado por suspeita de coordenar uma rede de influenciadores que atuava nas redes sociais para tentar desgastar a credibilidade do Banco Central (BC) durante as negociações para a compra do Banco Master pelo BRB. O esquema tinha o aval de Daniel Vorcaro, dono do Master.




Thiago e seu advogado deixando a sede da PF após prestar depoimento do publicitário em maio
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Gustavo Moreno/STFAo pedir a apreensão do passaporte do publicitário, a PF informou ao STF que Miranda tinha uma viagem marcada para Miami, nos Estados Unidos, na segunda-feira (13/7). A corporação afirmou haver “sério risco” de que o publicitário fugisse do país.
Os investigadores também apontaram outros elementos que, na avaliação da PF, reforçam o risco de fuga. Entre eles estão as frequentes trocas de aparelhos celulares, o encerramento repentino das atividades de sua agência de comunicação e o cancelamento de uma viagem ao Rio de Janeiro na véspera da operação de busca e apreensão realizada pela PF, na quinta-feira (9/7).
O pedido da PF ainda cita um contrato firmado entre Miranda e o banqueiro Daniel Vorcaro em 31 de março, após a prisão do dono do Banco Master, para a produção de um documentário sobre o “Caso Banco Master”.
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Segundo a investigação, o projeto seria um desdobramento do chamado “Projeto DV”, apresentado como uma estratégia de reestruturação da imagem do banco e que, posteriormente, teria passado a incluir o levantamento de informações privadas de jornalistas considerados críticos ao grupo.
Além de determinar a apreensão do passaporte, Mendonça proibiu a emissão de um novo documento de viagem para o publicitário e deixou claro que ele não poderá deixar o território nacional. O ministro advertiu que o descumprimento da medida poderá resultar na decretação de sua prisão preventiva.

