A delegada da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Natalia Mujali, de 41 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (10/7), após perder a batalha contra um câncer de mama. Integrante da última turma de delegados nomeados pela corporação, ela construiu uma carreira marcada pelo compromisso com a investigação criminal, pela postura técnica e pelo tratamento respeitoso dispensado a colegas, vítimas e investigados. Sua morte provocou forte comoção entre policiais civis e servidores da instituição.
Natural de Campina Verde, em Minas Gerais, Natalia ingressou na carreira de delegada após ser aprovada no último concurso público para o cargo e tomou posse em 2018. Desde então, passou por importantes unidades da Polícia Civil do Distrito Federal, atuando inicialmente na 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina, depois na 8ª DP, na Estrutural, e, posteriormente, na 24ª DP, em Ceilândia.
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Ao longo da carreira, presidiu diversas investigações de relevância e conquistou o respeito de colegas pela condução equilibrada dos inquéritos, aliando rigor técnico à sensibilidade no atendimento à população. Embora mantivesse um perfil discreto, era frequentemente elogiada pela cordialidade, serenidade e disponibilidade para auxiliar outros policiais nas demandas do cotidiano.
Qualidades pessoais
A notícia da morte rapidamente mobilizou integrantes da corporação, que utilizaram redes sociais e grupos internos para prestar homenagens à delegada. As manifestações ressaltaram não apenas sua capacidade profissional, mas também suas qualidades pessoais, como humildade, generosidade e espírito de equipe.
Natalia deixa o marido, que também é agente da Polícia Civil do Distrito Federal, além de familiares e amigos profundamente abalados com sua partida. Para muitos policiais, sua trajetória representa um exemplo de dedicação ao serviço público e compromisso com a missão institucional da PCDF.
A morte da delegada também reforça a importância dos cuidados preventivos com a saúde. Recentemente, a Polícia Civil do Distrito Federal editou uma portaria incentivando policiais civis com mais de 40 anos a manterem em dia os exames preventivos, com o objetivo de ampliar o diagnóstico precoce de doenças e fortalecer a cultura da prevenção entre os servidores.
Exames periódicos
A iniciativa busca conscientizar os profissionais da segurança pública sobre a necessidade do acompanhamento médico periódico, especialmente diante da rotina intensa e das exigências da atividade policial.
Com apenas oito anos de carreira na instituição, Natalia Mujali deixa um legado de profissionalismo, ética e dedicação à Polícia Civil do Distrito Federal. Sua morte representa uma perda significativa para a corporação e para todos que tiveram a oportunidade de trabalhar ao seu lado, encerrando precocemente a trajetória de uma delegada que fez da defesa da justiça e do serviço à sociedade sua missão de vida.

