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Michelle, a imparável, convoca as mulheres a lutarem ao seu lado

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Michelle, a imparável, convoca as mulheres a lutarem ao seu lado

Se depender de Michelle Bolsonaro, seu enteado Flávio não se elegerá presidente da República daqui a 86 dias — nem daqui a 107 dias, em um eventual segundo turno. Caso ele se eleja, não será com a ajuda dela, a não ser que ele reconheça publicamente que sempre a tratou mal, com rispidez e desprezo, não lhe dando ouvidos e a humilhando. E o aviso vale não somente para Flávio, mas também para os seus irmãos.

Michelle deixou a presidência do PL Mulher na semana passada e, ontem, anunciou por meio de sua equipe de comunicação a criação de um perfil no Instagram chamado Imparáveis MB. No vídeo inicial, a Mulher-Maravilha, famosa super-heroína da DC Comics, enfrenta um exército de homens armados, acompanhada das frases “metralhadora de mentiras” e “a tropa do bem vencendo as mentiras”.

Um texto na publicação convida as pessoas a continuarem acompanhando as novidades do movimento capitaneado pela ex-primeira-dama. O comunicado diz que o perfil do PL Mulher será administrado, a partir de agora, de acordo com as orientações do partido, e proclama: “Michelle não vai parar. Vocês não vão parar. Porque quando pessoas de bem se unem, elas se tornam imparáveis!”

A essa altura, o melhor que Flávio pode fazer para se contrapor a Michelle é retornar ao colo de sua mãe, Rogéria, indicada por ele para suplente do ex-prefeito de Belford Roxo, Marcelo Canella, candidato a senador pelo Rio de Janeiro. Como Canella está preso, suspeito de envolvimento com uma organização criminosa que lavava dinheiro, Rogéria poderá substituí-lo como candidata ao Senado. Por que não?

A mãe dos três filhos “zero” de Bolsonaro foi vereadora com o apoio do ex-marido e só não se reelegeu porque ele não deixou. Bolsonaro escolheu Carlos, o filho do meio, para derrotar a própria mãe — e ele o fez quando tinha apenas 17 anos de idade.

Michelle, a terceira mulher de Bolsonaro, é quem não vai gostar de nada disso. Só falta as duas serem obrigadas a conviver no Senado. É pule de dez que Michelle se elegerá senadora pelo Distrito Federal em aliança com a governadora Celina Leão (PP). Antes relutante, Bolsonaro agora quer que ela se candidate por não ter segurança de que Carlos conseguirá se eleger senador por Santa Catarina.

Eduardo, por sua vez, foi condenado por coação à Justiça e tornou-se inelegível por 8 anos. Flávio, que já é senador, arrisca-se a ser derrotado. Uma família acostumada a viver do dinheiro público morre de medo de ter de procurar outro meio para se manter.

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