Os governos dos Estados Unidos e de outros 12 países divulgaram nesta sexta-feira (10/7) uma declaração conjunta em defesa da transição democrática na Colômbia, após o presidente Gustavo Petro questionar, sem apresentar provas, a legitimidade das eleições presidenciais vencidas por Abelardo de la Espriella.
Além dos Estados Unidos, assinam o documento Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago.
No texto, os governos afirmam acompanhar “com profunda preocupação” as recentes declarações e ações que colocam em dúvida a integridade do processo eleitoral colombiano.
“Observamos com profunda preocupação as recentes declarações e ações que, sem fundamentos devidamente comprovados, lançam dúvidas sobre a integridade do processo eleitoral na República da Colômbia e geram incerteza quanto ao curso normal da transição institucional”, diz a nota.
“Em toda democracia constitucional, a vontade soberana dos cidadãos — livremente expressada nas urnas e formalizada pelas autoridades eleitorais competentes — constitui o único fundamento da legitimidade do poder público”, afirma o comunicado.






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Kevin Dietsch/Getty ImagesGustavo Petro é presidente da Colômbia desde 2022
Vinícius Schmidt/MetrópolesAbelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia
Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty ImagesPresidente da Colômbia, Gustavo Petro
Sebastian Barros/NurPhoto via Getty ImagesAbelardo de la Espriella, presidente eleito da Colômbia
Leonardo Castañeda/Getty ImagesA declaração também rejeita qualquer iniciativa para deslegitimar o resultado das eleições ou impedir a transferência de governo.
“Rejeitamos qualquer ação, declaração ou decisão que busque deslegitimar o mandato conferido pelos cidadãos, desacreditar sem fundamento as autoridades eleitorais competentes ou obstruir a transição institucional”, acrescenta o texto.
Os governos ainda apelam para que todas as autoridades colombianas respeitem a Constituição, a legislação e os resultados proclamados pelos órgãos eleitorais, garantindo uma transição “pacífica, ordenada e transparente”.
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Em vídeo divulgado nas redes sociais, Espriella afirmou que Petro e Cepeda colocaram em prática um “plano B para permanecer no poder” e pediu que as instituições colombianas, incluindo as Forças Armadas, e a comunidade internacional atuem em defesa da democracia.
O presidente eleito também anunciou a suspensão do processo de transição com o governo atual após Petro declarar que não reconhecia a legitimidade do governo eleito e afirmar que Espriella “não ganhou as eleições”.
As declarações do atual presidente ocorreram depois de ele denunciar, sem apresentar evidências, uma suposta “fraude eleitoral por via algorítmica” e questionar a segurança do sistema eleitoral, especialmente na votação realizada no exterior, onde Espriella obteve ampla vantagem.
Mesmo após a suspensão oficial da transição, o vice-presidente eleito, José Manuel Restrepo, afirmou que a equipe continuará reunindo informações e documentando a situação do país para preparar a futura administração.

