Em Kansas City, nos Estados Unidos, um cão viveu uma reviravolta emocionante após ser mais uma vítima dos fogos de artifício. No Dia da Independência, o famoso 4 de Julho, o cachorro de rua fugia assustado com os estampidos quando caiu em um poço com 4,5 metros de profundidade. Agora chamado de Brisket, o animal foi resgatado pelos bombeiros.
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As informações e imagens do resgate foram compartilhados no Facebook pela organização Friends KCK Animal Services, abrigo para onde foi levado.
“Imagine viver sozinho a vida inteira, e é 4 de julho em Kansas City, Kansas. stá escuro e barulhento, e você está correndo, apavorado, com medo de morrer. Você não consegue enxergar nada e corre direto para um poço, caindo de uma altura de 4,5 metros na água suja misturada com óleo e esgoto”, diz parte da legenda.
O resgate
Graças a uma pessoa que ouviu seu choro desesperado, Brisket pôde ser encontrado ainda com vida.
Segundo um dos bombeiros que participou do salvamento, ao vê-lo no fundo do poço, “os olhos do cachorro diziam: ‘eu desisto'”. Logo após o resgate, o animal foi recompensado com alimento e muito carinho. “Ele ganhou peito de boi assim que saiu”, disse o agente.
Depois disso, o canino foi transportado para o abrigo que divulgou a história nas redes. Lá, a equipe proporcionou um “dia de spa”, com direito a banho, comida e água frescas e, principalmente, soro intravenoso. Além disso, Brisket se aqueceu com cobertores macios em um ambiente com ar-condicionado.

“Ele dormiu profundamente em cobertores macios cor de lavanda com ar condicionado, provavelmente pela primeira vez na vida em que conseguiu relaxar”, disse o abrigo.
Os riscos dos fogos
Embora os riscos ainda sejam ignorados, os fogos de artifício podem causar impactos físicos, neurológicos, auditivos e comportamentais nos pets.
Ao Metrópoles, a veterinária Flávia Jávare explica que, ao ouvir os fogos, o organismo interpreta o estímulo como uma ameaça, ativando o sistema nervoso simpático e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.
Essa reação desencadeia a liberação de adrenalina, noradrenalina e cortisol, hormônios responsáveis pela resposta de “luta ou fuga”.






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Getty ImagesEla ainda acrescenta que é por conta disso que os animais apresentam agitação intensa, tentativas de fuga, vocalizações excessivas, busca por esconderijo, agressividade e até automutilação. Além disso, tremores, saliva em excesso, pupilas dilatadas, taquicardia, respiração ofegante e eliminação involuntária de fezes e urina são outros sinais.
“Se você é ‘pai’ de pet, vale reforçar a proteção do bichinho. E se não é, fica sempre o conselho: deixe os fogos de lado e celebre de outras formas. Os ‘aumigos’ e bichanos agradecem”, destaca a médica-veterinária do Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX).

