Um dos pontos centrais que motivaram a ação pública do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Virginia Fonseca é um dos stories da influenciadora, publicado no dia 6 de julho, pouco antes do confronto entre Argentina e Cabo Verde na Copa do Mundo 2026. No vídeo, ela se grava na plataforma da casa de apostas Blaze e afirma estar “esperançosa” na vitória da seleção do goleiro Vozinha.
Veja:
MP diz que Virginia é “braço operacional” de propagandas “enganosas” da Blaze
- O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios classificou Virginia como “braço operacional” em ação pública movida contra a Blaze e a influenciadora.
- O Ministério Público pede uma indenização mínima de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
- A acusação aponta publicidade enganosa ao prometer ganhos fáceis e ocultar riscos de perda.
- O processo, obtido pela coluna Grande Angular, do Metrópoles, foi apresentado ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal na última quarta-feira (2/7).







A influencer Virginia Fonseca é alvo de uma ação civil pública do MPDFT pela divulgação de casa de apostas
Instagram/ReproduçãoNa época, foram mais de 3h de depoimento, em que ela exibiu a marca de uma de suas empresas para mais de 500 mil pessoas que acompanhavam a sessão por meio de uma transmissão governamental
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophotoO MP pediu que Virginia e a casa de apostas Blaze sejam condenadas a pagar um valor mínimo de R$ 120 milhões em indenização por danos morais coletivos
Reprodução/Instagram @virginiaEm 2025, Virginia Fonseca prestou depoimento na CPI das Bets do Senado Federal que investigou apostas on-line
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophotoVirginia Fonseca
Instagram/ReproduçãoVirginia Fonseca
Instagram/reproduçãoVirginia Fonseca
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Na ação apresentada à Justiça do Distrito Federal contra Virginia Fonseca e a plataforma Blaze, o Ministério Público (MPDFT) afirma que a influenciadora atua como um “braço operacional” da casa de apostas digital, que juntos “atuam em um conluio predatório, onde a divisão de tarefas materializa uma estratégia conjunta de captação de consumidores por meios ilícitos”.
O promotor responsável pelo caso afirma que a credibilidade de influenciadoras como Virginia seria usada para manipular o público com promessas de ganhos financeiros anunciadas como equivalentes ao alto padrão de vida apresentado por elas nas redes sociais.
“Essa credibilidade transforma as recomendações em verdadeiros selos de aprovação, gerando uma expectativa legítima nos consumidores. O endosso da influenciadora ultrapassa a mera opinião, conferindo uma garantia implícita de qualidade, fundamentada na confiança construída com a audiência”, diz na ação.
Virginia incitou apostas contra a Argentina
O vídeo citado pela ação do MP foi publicado no dia 6 de julho, horas antes do início da partida entre Argentina e Cabo Verde nas eliminatórias da Copa do Mundo 2026. Na ocasião, Virginia disse que estava “esperançosa” com o desempenho da seleção africana, afirmação que, segundo o MP, contraria o senso comum.
“Eu estou esperançosa de que o Vozinha vai pegar todas para a gente”, disse e, em seguida, mostrou a plataforma de apostas aberta na tela do celular. “Vou fazer minha aposta. Cabo Verde, claro! Porque estou confiante. Vou deixar o link para vocês”, completou.
Ao contrário do apresentado pelo MP, porém, o vídeo original traz mensagens indicando que o conteúdo se trata de uma publicidade. A defesa de Virginia afirma que a decisão do órgão de mover a ação seria precipitada.
“Cabe destacar que a própria petição inicial reconhece a existência de diligências ainda pendentes, incluindo a requisição de contratos e outras informações relevantes“, afirma em nota. “Esses documentos são essenciais para o completo esclarecimento dos fatos, especialmente quanto à natureza do vínculo, à forma de remuneração e aos limites da atuação publicitária de Virginia Fonseca”, concluem.

