O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quinta-feira (9/7) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocam o Brasil “em segundo plano” ao transformar em disputa política o debate sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
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“Dois candidatos que não enxergam o Brasil e não defendem o Brasil, defendem um processo eleitoral próprio. O Brasil fica em segundo plano”, disse durante evento com empresários no Rio de Janeiro.
“Nós estamos num Brasil onde um candidato a presidente se preocupa em adiar [as tarifas] simplesmente pelo processo eleitoral. E o outro que está no governo, simplesmente a provocar o Trump, porque acha que com isso ele vai resgatar a discussão da soberania”, declarou.
Ronaldo Caiado tem buscado se apresentar como uma alternativa à polarização entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Embora tenha histórico de proximidade com o bolsonarismo, o governador vem adotando um discurso mais independente e tentando se distanciar do grupo de Bolsonaro.
A estratégia busca atrair eleitores de centro e da direita não alinhados ao ex-presidente e consolidar Caiado como uma possível terceira via na disputa presidencial de 2026.
Lula, Flávio e tarifaço
A ameaça de um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, em avaliação pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), desencadeou uma troca de acusações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O embate começou após Lula afirmar que integrantes da oposição estariam incentivando medidas que prejudicam a economia brasileira. O presidente passou a responsabilizar Flávio Bolsonaro pela articulação junto ao governo norte-americano, acusando o senador de atuar contra os interesses do país.
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Flávio negou as acusações e afirmou que sua atuação nos Estados Unidos tem o objetivo de evitar a aplicação da tarifa. Durante uma audiência pública promovida pelo USTR, o senador pediu que a medida seja adiada por 180 dias, argumentando que a cobrança teria impactos econômicos para o Brasil.
Na mesma ocasião, ele também defendeu o Pix, alvo de críticas na investigação comercial aberta pelos norte-americanos. O senador também atribuiu ao governo Lula a responsabilidade pelo agravamento da relação entre Brasil e Estados Unidos, afirmando que a condução da política externa contribuiu para a abertura da investigação comercial.
Já o Palácio do Planalto sustenta que o governo brasileiro tem atuado por vias diplomáticas para impedir a adoção das tarifas e minimizar os impactos sobre as exportações nacionais.

