Após quase um ano “hibernando”, a sonda New Horizons, da Nasa, foi despertada pelos controladores em solo e, atualmente, a espaçonave está localizada a cerca de 9,5 bilhões de quilômetros da Terra, uma distância além de Plutão. Seus equipamentos apresentaram boas condições, e ela tem como tarefa investigar os efeitos do vento solar na heliosfera externa.
“Todos os relatórios de status durante este período de hibernação foram ‘verdes’, o que significa que tudo estava bem a bordo da New Horizons a cada semana”, afirma gerente de operações da missão New Horizons no Laboratório de Física Aplicada (APL) da Universidade Johns Hopkins, Alice Bowman, em comunicado divulgado pela Nasa nessa terça-feira (7/7).
Por ter uma jornada interplanetária muito distante, em vários momentos da viagem, a sonda não tem muito trabalho a fazer além de coletar dados. Visando economizar energia e aumentar a vida útil dos equipamentos, o veículo foi hibernado em agosto do ano passado – um modo no qual apenas alguns instrumentos coletores de informações ficam ligados, enquanto o restante é desativado.
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Com o despertar, a New Horizons conseguirá enviar para a Terra as informações obtidas em todo o período de viagem hibernado – por conta da distância, estima-se que os sinais de rádio provenientes do veículo demorem quase 9h para chegar ao nosso planeta.
Entre os principais feitos da New Horizons, está um sobrevoo realizado no sistema de Plutão, em 2015; e o estudo do planetesimal Arrokoth, um corpo rochoso ou de gelo pequeno, em 2019 – a análise do objeto se tornou a mais distante já feita em nosso Sistema Solar.
A sonda também passou um tempo estudando e explorando a borda de influência do Sol e objetos localizados no Cinturão de Kuiper, um anel frio que circunda o Sistema Solar externo além de Netuno.
Agora, espera-se que nas próximas semanas o veículo investigue o hidrogênio na heliosfera externa, uma bolha magnética gigante localizada em volta do Sistema Solar. A região é influenciada pelo vento solar e protege a Terra e seus vizinhos da radiação cósmica vinda do espaço profundo.
Anteriormente, as sondas Voyager, da Nasa, já haviam ido lá, porém não tinham os mesmos equipamentos da New Horizons para a coleta de dados. As informações atuais serão inéditas e auxiliarão os cientistas a terem melhores entendimentos do que ocorre na fronteira entre a região de influência do Sol e o espaço interestelar, uma zona chamada de “choque de terminação”.

