Representantes da Embaixada da Suíça se reuniram na terça-feira (7/7) com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, e integrantes da pasta para discutir questões relacionadas ao leilão do megaterminal de contêineres do Porto de Santos (SP).
Durante o encontro, os representantes suíços defenderam a abertura do processo de leilão do terminal. Um dos argumentos apresentados foi a importância do empreendimento para a agenda do Mercosul.



Porto de Santos
DivulgaçãoMinistro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoComo a coluna mostrou, a decisão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) de manter suspenso o processo licitatório do Terminal de Contêineres Santos 10 desagradou ao Palácio do Planalto e também a representantes de embaixadas interessadas no projeto.
A suspensão foi determinada na semana passada, em meio ao impasse sobre o modelo de concessão que será adotado para o terminal.
Divergência dentro do governo
Assessores palacianos afirmam, sob reserva, que a nova suspensão ampliou o desconforto com a atuação do secretário nacional de Portos e Aeroportos, Alex Sandro de Ávila.
Segundo esses interlocutores, Ávila não tem defendido a diretriz estabelecida pelo governo para que a licitação seja realizada em um modelo 100% aberto, permitindo a participação tanto de empresas estrangeiras quanto de grupos já estabelecidos no setor.
Integrantes do Planalto relatam que há uma percepção de “falta de compromisso com o governo” por parte do secretário na condução do processo, avaliação que tem aprofundado o desgaste interno em torno do projeto.
De acordo com fontes ouvidas pela coluna, a determinação para que o leilão adote um modelo totalmente aberto partiu diretamente do presidente Lula, especialmente após pressões de investidores internacionais.
A orientação do Palácio do Planalto é que o Ministério de Portos e Aeroportos adeque a modelagem da concessão à decisão do presidente.

