O pré-candidato ao Palácio do Planalto Ronaldo Caiado (PSD) voltou a fazer críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e declarou ser inaceitável que ele vá aos Estados Unidos pedir que o país “adie o tarifaço” para depois das eleições.
O presidenciável também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o Brasil perdeu relevância internacional na gestão petista.
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“Com todo o respeito a ele, o Flávio [Bolsonaro], em se colocar em uma sessão nos Estados Unidos e dizer que adie a tributação ou a tarifação a partir da eleição, é inaceitável isso. Ou seja, você tem de estar dentro de um jogo para saber qual é o peso e o significado do país. É inaceitável”, declarou Caiado.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (8/7) durante participação em evento promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, com os pré-candidatos à Presidência da República. Além de Caiado, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) participou do evento.
O político goiano fez referência à participação do senador em audiência promovida pelo USTR que debateu a possível tarifação em 25% de produtos brasileiros nesta semana.
O ex-governador também criticou as negociações do governo brasileiro com os Estados Unidos na tentativa de reverter as tarifas sugeridas pelo USTR. De acordo com o presidenciável, há falhas na chancelaria brasileira, que, na avaliação do Caiado, age pelo interesse de um governo, e não do país.
“Agora, [o tarifaço] vem baseado numa Sessão 301, na qual desenham circunstâncias para que venha a tributação ao Brasil. Isso é falta de um país que tenha uma chancelaria, no Itamaraty, com pessoas com competência para deixar o lado ideológico de lado e pensar no estado brasileiro e não no governo”, declarou.
Brasil perdeu relevância
Ainda na avaliação de Caiado, o Brasil perdeu relevância internacional nos últimos anos sob a gestão do presidente Lula. De acordo com o ex-governador, o país possui reservas minerais que o colocam em evidência no cenário internacional e, mesmo assim, não consegue se destacar.
“Temos um país com uma extensão territorial invejável, que tem o subsolo mais rico do mundo, que tem todos os minerais críticos que hoje são essenciais para evolução do ponto de vista da tecnologia, da inteligência artificial, do avanço na pesquisa […] isso tudo está aqui neste país continental que, de repente, sem uma explicação óbvia, o Brasil vem perdendo essa beleza e esse significado perante o cenário internacional”, declarou.
Ainda de acordo com Caiado, o Brasil vive um processo de acomodação com presidentes que não são estadistas, o que prejudica a evolução do país e abre vantagem para nações menores.
Além dos candidatos do PSD e Novo, a CNC convidou o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o pré-candidato ao Planalto pelo Missão, Renan Santos, que declinaram do convite para participar da agenda.

