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Banco do Brasil fecha contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios

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Banco do Brasil fecha contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios

O Banco do Brasil assinou um contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios para a prestação de serviços postais em âmbito nacional e internacional. O acordo entrou em vigor no início de julho e terá duração de cinco anos.

Segundo o banco, a contratação inclui serviços convencionais, especiais e telemáticos para atender todas as unidades da instituição. Entre as atividades previstas estão o envio de correspondências, como faturas de cartão de crédito, extratos bancários e outros documentos.

O BB informou que a contratação foi feita sem processo competitivo, com base na chamada inviabilidade de competição, já que os Correios são responsáveis pela execução do serviço postal no país.

“Para os serviços não abrangidos pelo monopólio, nas localidades remotas e de difícil acesso, na prática, não existem prestadores com capilaridade, abrangência nacional e capacidade operacional equivalentes às da ECT-Correios. Adicionalmente, os preços praticados pela ECT-Correios são definidos por tarifas regulamentadas ou por política comercial padronizada, sem possibilidade de negociação individualizada”, justificou o banco.

O novo contrato substitui o anterior firmado entre as duas instituições e tem valores atualizados pela inflação. O acordo ocorre em meio ao processo de reestruturação dos Correios, que vem enfrentando dificuldades financeiras.

A estatal registrou prejuízo bilionário no primeiro trimestre deste ano e busca alternativas para reforçar o caixa e manter as operações.

Entenda a situação dos Correios

No fim de 2025, a União aprovou um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantias do Tesouro Nacional para o Correios após a estatal enfrentar um quadro de fragilidade financeira.

Nos últimos anos, a empresa registrou dificuldades para equilibrar receitas e despesas, pressionada principalmente por custos operacionais elevados e pela necessidade de modernizar as operações diante da concorrência no setor de logística.

No ano passado, o rombo nas contas dos Correios foi de R$ 8,5 bilhões.