A Polícia Federal (PF) afirmou que o retorno ao Brasil do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ligação da corporação junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), em Miami, foi determinado pela Direção-Geral da instituição após a repercussão da detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem pelo ICE, em abril.
A corporação também informou que não recebeu qualquer comunicação oficial das autoridades dos Estados Unidos sobre eventual retirada de suas credenciais ou determinação para que deixasse o país.
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A manifestação consta de resposta encaminhada pelo Ministério da Justiça à Câmara dos Deputados em 2 de julho e contrasta com a versão divulgada anteriormente. Em 20 de abril, o perfil do Escritório para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos na rede social X informou que o delegado havia sido convidado a se retirar do país.
Segundo a PF, a corporação “não foi comunicada por qualquer meio oficial” sobre qualquer fato que justificasse a retirada das credenciais de Marcelo Ivo de Carvalho ou sua suposta expulsão do território americano.
De acordo com a instituição, o retorno do delegado ocorreu “por ordem da Direção-Geral da Polícia Federal”, com o objetivo de “esclarecer em toda sua inteireza os fatos noticiados e confirmar a lisura dos atos por ele praticados”.
A PF informou ainda que a missão internacional de Marcelo Ivo de Carvalho permanece vigente até 17 de agosto de 2026. Segundo a corporação, a indicação de uma substituta para o posto em Miami faz parte do planejamento institucional e atende a uma solicitação do governo dos Estados Unidos para que o nome do sucessor seja apresentado com pelo menos 120 dias de antecedência do fim da missão.
Na mesma resposta, a PF afirmou que “não houve qualquer participação do Oficialato da Polícia Federal em atividades operacionais ou decisórias que levaram à detenção” de Alexandre Ramagem e que “a decisão e execução dos atos praticados foram de responsabilidade do governo americano, por intermédio de suas agências”.

