O presidente Lula desistiu de lançar Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem, como sua candidata ao governo de Minas Gerais, em busca de um palanque no estado à sua campanha de reeleição, segundo aliados.
Sob reserva, petistas a par das articulações em Minas Gerais afirmaram que o partido deve bater o martelo ainda nesta semana sobre quem disputará o governo do estado. Os nomes mais cotados são os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes, um dos autores da PEC 6×1.





Presidente Lula
Ricardo Stuckert / PREx-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT-MG)
Willian Dias/ALMGRogério Correia (PT-MG)
Reprodução/XDeputado Reginaldo Lopes (PT-MG)
MetrópolesLula sugeriu o nome de Marília a aliados em diversas oportunidades diante do impasse sobre quem deveria disputar o Palácio Tiradentes. A ex-prefeita resistia a ideia e classificou como “equívoco estratégico” a decisão do PT de lançar candidatura própria.
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A ex-prefeita, porém, venceu a queda de braço e seguirá na disputa por uma das duas vagas ao Senado por Minas. O outro candidato deve ser o deputado estadual e narrador esportivo Mário Henrique Caixa (PV).
Disputa pelo Senado é prioridade
Em nota, Marília afirmou que sua pré-candidatura ao Senado é “a única disponibilidade política” colocada por ela para a disputa de 2026. Segundo a ex-prefeita, a candidatura é estratégica porque Minas Gerais não possui, atualmente, senadores da base de apoio de Lula.
Marília tem cumprido uma extensa agenda de viagens por cidades mineiras para fortalecer a construção de sua pré-candidatura. Nesta semana, a ex-prefeita deve visitar cerca de 11 municípios, entre os quais, Itaúna, Governador Valadares e Três corações.
Pesquisas têm colocado a ex-prefeita na liderança da corrida ao Senado. Levantamento do Instituto Real Time Big Data divulgado em 21 de maio, por exemplo, mostrou Marília com 22% das intenções de voto, seguida por Aécio Neves (PSDB), com 15%.

