Viih Tube emocionou ao compartilhar a notícia de que Ravi, de um ano e sete meses, seu segundo filho com Eliezer, está completamente curado da APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca), condição que exigiu uma série de cuidados desde os primeiros meses de vida. A declaração também reacende uma dúvida frequente entre pais e responsáveis: afinal, a APLV tem cura?
Segundo especialistas, embora não exista um tratamento capaz de eliminar a alergia imediatamente, a maioria das crianças desenvolve tolerância naturalmente ao longo dos primeiros anos de vida, desde que o acompanhamento médico seja feito corretamente. De acordo com a médica alergista e imunologista Dra. Brianna Nicoletti, a APLV é uma das alergias alimentares mais comuns na infância e, felizmente, costuma apresentar um excelente prognóstico.
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“A APLV acontece quando o sistema imunológico reconhece as proteínas do leite de vaca como uma ameaça e desencadeia uma reação alérgica. A boa notícia é que a maioria das crianças adquire tolerância com o crescimento, principalmente até os três anos de idade. Esse processo ocorre porque o sistema imunológico amadurece e deixa de reagir de forma inadequada às proteínas do leite. No entanto, esse acompanhamento deve ser sempre conduzido por um alergista, que irá definir o momento adequado para realizar testes e avaliar se já é seguro reintroduzir o alimento”, disse ela à coluna Fábia Oliveira.
Segundo a especialista, tentar oferecer leite por conta própria pode representar riscos importantes.






Eles são pais de Lua e Ravi
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Instagram/Reprodução“Cada criança apresenta uma evolução diferente. Algumas desenvolvem tolerância mais cedo, enquanto outras precisam de mais tempo. A reintrodução alimentar nunca deve acontecer em casa sem orientação médica, principalmente nos casos em que houve reações graves anteriormente. Existem protocolos específicos para garantir que esse processo ocorra de maneira segura”, falou.
A pediatra Dra. Renata Castro explicou que muitos pais confundem APLV com intolerância à lactose, embora sejam condições completamente distintas.
“A alergia à proteína do leite de vaca envolve o sistema imunológico e pode provocar manifestações na pele, no sistema digestivo e até respiratórias. Já a intolerância à lactose acontece por deficiência da enzima lactase e não está relacionada à imunidade. Por isso, o diagnóstico correto é fundamental para evitar restrições alimentares desnecessárias e garantir o tratamento adequado”, explicou.
Ela ressaltou ainda que, durante o período de exclusão do leite, o acompanhamento nutricional também faz parte do tratamento.
“Como o leite é uma importante fonte de proteínas, cálcio e outros nutrientes essenciais para o crescimento infantil, a alimentação precisa ser cuidadosamente planejada para evitar deficiências nutricionais. Felizmente, quando a criança desenvolve tolerância, é possível voltar gradualmente à alimentação habitual, sempre conforme orientação médica”, disse a médica.
Já a pediatra Dra. Ana Carolina Viégas, especialista em Pediatria e Terapia Intensiva Pediátrica, destacou que a evolução positiva observada em Ravi reflete o comportamento esperado da doença em grande parte dos pacientes.
“Receber a notícia de que uma criança superou a APLV traz esperança para muitas famílias que enfrentam esse diagnóstico. Embora o tratamento exija disciplina, acompanhamento e, muitas vezes, mudanças importantes na rotina alimentar, sabemos que a maioria das crianças evolui para a tolerância espontânea ao longo da primeira infância. O mais importante é respeitar o tempo de cada paciente e nunca antecipar a reintrodução dos alimentos sem avaliação médica”, falou.
A especialista também reforçou que os sinais de melhora só podem ser confirmados por meio de avaliação clínica e testes específicos.
“Não basta a criança parecer estar bem. A confirmação da tolerância envolve protocolos definidos pelo médico, que avalia o histórico, o tipo de alergia e a resposta do organismo. Quando tudo é feito da forma correta, a reintrodução do leite pode acontecer com bastante segurança e devolver mais tranquilidade para toda a família”, explicou.

