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Mãe escuta coração da filha e detecta condição cardíaca grave

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Mãe escuta coração da filha e detecta condição cardíaca grave

Aos 15 anos, a jovem Krish Waje descobriu uma condição cardíaca séria que, se não fosse tratada, poderia levá-la a uma falência do músculo antes de chegar aos 30. Ela descobriu que tinha um coração dilatado e com um buraco enorme, o que a fez ser submetida a uma cirurgia de peito aberto.

Em dezembro de 2013, Krish e a mãe Neeta, que é médica, foram visitar a irmã mais velha. Na hora de dormir, ela dividiu a cama com a mãe, que, ao encostar a cabeça em seu peito, escutou um barulho que modificou a vida da adolescente.

Por ser médica, Neeta achou que poderia ter ouvido um sopro no coração da filha, um som anormal como um assobio ou chiado. Assim, ela procurou ajuda especializada imediatamente. E, após exames realizados dias depois, veio o diagnóstico avassalador.

Diagnóstico e cirurgia cardíaca

Krish diz que sempre sentia um pouco de cansaço e falta de fôlego ao praticar esportes, mas acreditava que isso estava relacionado à sua forma física, que achava estar abaixo do normal. “Eu sempre ficava um pouco sem fôlego praticando esportes, mas eu simplesmente achava que estava mais fora de forma, nada além disso”, disse em entrevista ao The Sun.

Antes de saber sobre sua condição cardíaca, não havia registro na família de doenças cardíacas.

Após os exames e com o diagnóstico, os médicos descobriram que o coração da jovem era duas vezes maior do que o normal para sua idade e tinha um buraco enorme no meio do órgão, o que fez com que ela fosse submetida a uma cirurgia de peito aberto. Para ela, o diagnóstico foi devastador.

“Havia um buraco no meio do meu coração e, por causa disso, uma das minhas válvulas cardíacas não fechava corretamente, fazendo com que meu coração trabalhasse em excesso”, lembra.

A cirurgia ocorreu em junho de 2014 e era a única opção de tratamento para a condição da jovem. Os médicos acreditam que, se o buraco fosse menor, seria possível a inserção de um balão através de stent.

Krish foi submetida a uma cirurgia de correção de comunicação interatrial (CIA). Nesse procedimento, os cirurgiões corrigem um orifício nas câmaras superiores do coração. Depois da cirurgia, ela passou vários dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Na recuperação, ela precisou reaprender a respirar, algo que foi bastante difícil. A princípio, sua recuperação foi lenta, mas, felizmente, progrediu durante os dias e, 10 dias depois, ela voltou para casa.

“Se eu não tivesse feito a cirurgia, os médicos disseram que meu coração teria parado de funcionar quando eu estivesse na casa dos 30 anos”, conta.

Hoje, aos 27 anos, casada e morando em Nova Gales, na Austrália, Krish diz que, se não fosse sua mãe, ela poderia não estar viva para contar sua história.

“Naquele dia, minha mãe salvou minha vida com um abraço, e ela, meu pai Nitin (67) e minha irmã Ruche (36) também estavam lá me apoiando em cada passo do caminho. Eu não teria conseguido passar por tudo isso sem eles”, diz.

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