Dormir bem faz muito mais do que aliviar o cansaço. Cientistas descobriram um circuito do cérebro que ajuda a controlar a liberação do hormônio do crescimento durante o sono, revelando como uma boa noite de descanso contribui para a recuperação dos músculos, a saúde dos ossos, o metabolismo e o funcionamento do cérebro.
A descoberta foi publicada na revista científica Cell por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, em parceria com a Universidade Stanford. O estudo foi realizado em camundongos e, por isso, os resultados ainda precisam ser confirmados em humanos.
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Como o cérebro libera o hormônio durante o sono
Para entender o processo, os cientistas acompanharam a atividade de neurônios no hipotálamo, região do cérebro responsável por controlar diversas funções do organismo.
A equipe analisou duas fases do sono: o sono REM, quando acontecem os sonhos mais intensos e o cérebro permanece bastante ativo, e o sono não REM.
Dentro desta última está o sono profundo, fase em que o organismo realiza grande parte da recuperação física, incluindo o reparo dos músculos e a maior liberação do hormônio do crescimento.
Os experimentos mostraram que o cérebro utiliza mecanismos diferentes em cada fase do sono para estimular a produção do hormônio. Embora os caminhos sejam distintos, ambos contribuem para aumentar a liberação da substância enquanto o organismo dorme.







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Getty Images1. Crie uma rotina: procure deitar e levantar nos mesmos horários todos os dias, mesmo nos feriados e fins de semana
Getty Images2. Durma um pouco mais cedo a cada dia: aproveite o período próximo ao fim das férias para dormir cerca de 30 minutos antes do horário que estava acostumado a ir para a cama a cada dia, até chegar no horário ideal
Getty Images3. Levante-se se não conseguir dormir: saia da cama se tiver dificuldade de adormecer. Faça algo relaxante como respirar fundo, ouvir música suave ou ler um livro. Recomenda-se não ligar a televisão ou mexer no celular. Só retorne para a cama quando estiver sonolento
Getty Images4. Cama é para dormir: nunca use a cama para estudar, ler, ver TV, ficar no computador ou no celular. O corpo precisa entender que aquele é um ambiente de relaxamento
Getty Images5. Mantenha o quarto escuro: ter um quarto completamente escuro, sem luminosidade externa ou luzes de aparelhos eletrônicos facilita o sono
Getty Images6. Evite cochilos: limite cochilos diurnos a menos de uma hora de duração e até as 15h, para não prejudicar o sono da noite
Getty Images7. Evite alimentos e bebidas estimulantes entre quatro e seis horas antes de deitar. Na lista entram energético, chocolate, café, refrigerantes, chás do tipo preto, verde, mate e chimarrão
Getty Images8. Evite fazer exercícios físicos de alta intensidade nas três horas antes do horário programado para deitar. Eles podem deixar a pessoa muito alerta e atrapalhar o sono
Getty Images9. Diminua o ritmo: separe de 15 a 30 minutos antes de deitar para relaxar e diminuir o ritmo. Desligar-se de estímulos externos ajuda a sinalizar o cérebro de que é hora de dormir
Getty Images10. Evite bebidas alcoólicas e cigarro: eles também prejudicam o padrão do sono
Getty ImagesO que a descoberta significa
O hormônio do crescimento participa da recuperação muscular, da formação dos ossos, do uso da gordura como fonte de energia e do controle do metabolismo.
Os pesquisadores também observaram que ele envia sinais para uma região do cérebro ligada ao estado de alerta e à atenção, sugerindo que o hormônio também participa da transição entre o sono e o despertar.
Segundo os cientistas, compreender como o cérebro controla a liberação desse hormônio pode ajudar a explicar por que noites mal dormidas afetam tanto a saúde física quanto o funcionamento cerebral.
Apesar da descoberta, os pesquisadores ressaltam que o estudo não mostra que dormir mais, por si só, aumenta a massa muscular ou emagrece.
O principal avanço foi identificar um circuito cerebral que ajuda a explicar como o sono profundo participa da recuperação do organismo e da regulação de funções importantes do corpo.
A equipe acredita que o conhecimento poderá orientar futuras pesquisas sobre distúrbios do sono, alterações hormonais e doenças relacionadas ao envelhecimento do cérebro.

