O PSol enviou uma representação ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) pedindo a abertura de um inquérito civil contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por propaganda da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) nas redes sociais após a privatização da empresa, em 2024.
O documento foi assinado pelo presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros. Ele alega que a gestão Tarcísio teria extrapolado a divulgação de políticas públicas ao publicar conteúdos sobre as obras, investimentos e resultados da Sabesp, que se tornou empresa de capital aberto.
“Em paralelo a essa divulgação exaustiva sobre as obras realizadas, a própria empresa passa por uma crise de reputação, reflexo direto dos inúmeros casos de acidentes e lesões aos consumidores. Destaca-se que só nos últimos seis meses de prestação de serviços, a empresa já possui diversos processos judiciais por repetição de indébito, além de acumular mais de 19 mil reclamações no site do Reclame Aqui”, afirmou o presidente do PSol no documento.
A representação pede que sejam investigados um possível uso de estrutura pública para beneficiar uma entidade privada e se houve alguma violação de deveres de imparcialidade e sigilo do governador.
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Ele pede ainda a abertura de uma investigação e o envio do caso à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), sob alegação de que as manifestações do governador podem ter favorecido a imagem da concessionária perante investidores e, por isso, devem ser analisadas sob as regras do mercado de capitais.
Procurado pelo Metrópoles, o governo de São Paulo não se posicionou. O espaço segue aberto.

