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Justiça proíbe pai de Jairinho de publicar ofensas contra Leniel Borel

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Justiça proíbe pai de Jairinho de publicar ofensas contra Leniel Borel

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que Jairo Souza Santos, conhecido como Coronel Jairo e pai de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, deixe de publicar conteúdos considerados ofensivos contra Leniel Borel. A decisão, em caráter de urgência, também ordena que o Google remova vídeos publicados no YouTube em que Leniel é alvo de ataques.

A medida foi proferida pela 2ª Vara Cível da Regional de Madureira (RJ). Na sexta-feira (3/7), a Justiça também autorizou a quebra de sigilo do celular apreendido na cela do ex-vereador, para apurar possíveis comunicações e articulações feitas por ele de dentro da prisão.

Segundo a decisão, Coronel Jairo deverá interromper imediatamente a divulgação de conteúdos que prejudiquem a honra e a reputação de Leniel Borel. Em vídeos publicados na plataforma, ele teria chamado o pai de Henry de “canalha”, “pilantra” e “mentiroso”.

O juiz fixou multa de R$ 5 mil para cada nova publicação que descumpra a ordem judicial. Além disso, determinou que o Google retire do ar os conteúdos indicados no processo no prazo de cinco dias. Em caso de descumprimento, a empresa poderá ser penalizada com multa diária de R$ 500, limitada inicialmente a R$ 10 mil.

Após a decisão, Leniel afirmou que, desde o início do processo criminal, tem sido alvo de ataques coordenados com o objetivo de descredibilizar sua atuação como pai da vítima e assistente de acusação.

“Agora precisa ser investigado até o fim: quem colocou esse aparelho lá, há quanto tempo estava sendo usado, quais mensagens foram trocadas, com quem ele falava e se houve tentativa de articulação, intimidação ou interferência em processos. Celular na cela de um condenado por crimes tão graves não é detalhe: é privilégio, falha e risco”, declarou, em referência ao aparelho celular encontrado.

Jairinho foi condenado, em junho deste ano, a 43 anos de prisão pelos crimes de tortura e homicídio qualificado pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021.