Nessa sexta-feira (3/7), estudantes do Gama e do Paranoá tiveram a oportunidade de visitar a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, em cartaz no Teatro Nacional Claudio Santoro. Com entrada gratuita, a iniciativa conta com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) e celebra mais de 200 obras produzidas por 41 artistas locais.
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Ao longo do passeio, os alunos puderam apreciar pinturas, fotografias, esculturas, instalações e trabalhos multimídias, além de entender sobre os processos criativos e as diferentes narrativas presentes na exposição. A experiência uniu os conteúdos aprendidos em sala de aula à vivência cultural, estimulando o pensamento crítico e o contato com diferentes linguagens e expressões da arte.

A visita foi acompanhada por professores, educadores sociais e mediadores do Teatro Nacional, que explicaram e estimularam as reflexões sobre as obras apresentadas. Durante toda a mediação, os jovens se mostraram participativos e compartilharam suas opiniões e sentimentos despertados pelas artes.
Ganhos inestimáveis
Para a educadora social do CEMI do Gama, Meiriangela Cordeiro, esse tipo de atividade proporciona um ganho pedagógico notável, pois une a teoria com a experiência prática.
“Quando saem da sala de aula e têm contato com a prática, a influência na vida deles é enorme. Os conhecimentos e as vivências que eles adquirem aqui são levados para sempre. Considero essa experiência muito enriquecedora”, afirma ao Metrópoles.






Estudantes do Gama
Júlia de Mesquita/MetrópolesTeatro Nacional Claudio Santoro
Júlia de Mesquita/MetrópolesAluno observa a obra
Júlia de Mesquita/MetrópolesConstelações Contemporâneas
Júlia de Mesquita/Metrópoles1°, 2° e 3° anos do ensino médio integravam as turmas visitantes no turno da manhã
Júlia de Mesquita/MetrópolesSegundo a profissional, a diferença no comportamento fora da escola também é percebida de maneira muito positiva. “Eles se comportam muito melhor, parecem até outros alunos. Em sala de aula, eles são de um jeito, mas fora dela o comportamento muda completamente. Eles ficam mais empolgados, entusiasmados e bem mais curiosos”, relata.
A educador acrescenta ainda que aproximar os estudantes da cultura e do mundo artístico é fundamental tanto para a vida acadêmica quanto pessoal.
“Ao meu ver, isso é de extrema importância. Como mencionei anteriormente, quando unimos a teoria de sala de aula à prática, transformamos nossa visão de mundo. Os alunos conseguem visualizar o abstrato se tornando concreto e vivenciam, além de tudo o que aprenderam, novas realidades”, conclui.

Da sala de aula ao acesso à cultura
Para o coordenador pedagógico Felipe Borba, do CEF 02 do Paranoá, a oportunidade representa um divisor de águas na realidade dos estudantes do projeto Superação. O educador pontua que muitos ali residem na periferia e sequer conheciam o Plano Piloto ou o Teatro Nacional, utilizando as saídas de campo como um importante fator de motivação contra a evasão escolar e para a construção da cidadania.
“Quando eles começam a sair, ver outras pessoas, ver outras realidades, outras culturas, eles param de depredar porque eles começam a se sentir participantes daquele ambiente”, explica o professor.
O impacto das telas e instalações foi sentido de forma profunda pelo estudante Samuel Lima Ribeiro, de 13 anos. Ao caminhar entre as obras, o jovem relatou que o contato com as diferentes linguagens visuais mexeu diretamente com o seu interior e serviu como uma espécie de espelho para as próprias emoções cotidianas.
“As artes falam sobre os sentimentos. Minha cabeça está muito bagunçada de sentimentos e a arte consegue expressar felicidade, tristeza e qualquer coisa que eu sentir”, desabafa.
Essa capacidade de expandir horizontes e carregar novas bagagens também foi celebrada pela estudante Emanuela Silva, de 13 anos. A adolescente defendeu que as visitas guiadas a museus e centros culturais deveriam fazer parte da rotina escolar com muito mais frequência devido ao potencial de desenvolvimento pessoal que oferecem.
“Lá dentro da sala a gente estuda, mas aqui a gente abre mais a mente, vai para outros lugares, descobre coisas novas e até nos inspiramos”, comenta a estudante, que reforça o valor prático desse tipo de vivência pedagógica fora da escola.

Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras de Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas exposições que valorizam a produção artística nacional e local.






Exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
Nina Quintana/MetrópolesObra de Carlos Lin
Nina Quintana/MetrópolesCriações artísticas
Gustavo Lucena/MetrópolesObras da exposição
Gustavo Lucena/MetrópolesArte de Taigo Meireles
Imagem cedida ao MetrópolesA nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita

