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Marido que matou esposa e levou corpo para delegacia permanecerá preso

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Marido que matou esposa e levou corpo para delegacia permanecerá preso

A prisão preventiva de Wellington de Rezende Silva, 43 anos, feminicida que matou a ex-companheira a facadas e se dirigiu a 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina (DF), com o corpo da vítima no carro, foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

O criminoso está preso desde 9/3/2026, dia em que cometeu o crime e se entregou na delegacia. Segundo o processo, a prisão preventiva foi mantida em razão da conduta do acusado: feminicídio praticado mediante emprego de violência doméstica e familiar, com uso de meio cruel, com elevado grau de periculosidade, incondizente com a liberdade.

“A gravidade da imputação, aliada ao modus operandi apurado até o momento, indica que a soltura do imputado colocaria em xeque a ordem pública e a credibilidade da Justiça”, declarou o juiz responsável.

Relembre o caso

A manicure Luanna Moreira, 41 anos, foi morta a facadas na tarde de 9/3, na DF-128, em Planaltina (DF).

O homem se dirigiu à delegacia com o corpo de Luanna dentro do carro. Ao chegar na DP, Wellington informou aos policiais que havia matado a ex-companheira, com quem manteve um relacionamento por 20 anos e tinha dois filhos, e indicou que o corpo da vítima estava dentro do veículo estacionado na unidade policial.

A polícia científica constatou, em análise preliminar, após atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a existência de três lesões principais provocadas por instrumento perfurocortante, sendo uma delas localizada na região do pescoço.

“Ele acreditava que a vítima mantinha um relacionamento com outra pessoa. Armado com uma faca de açougueiro, escondida sob o tapete do motorista, o homem buscou a ex no Jardim Roriz, onde ela morava com uma amiga. Apesar de a amiga ter alertado para ela não entrar no carro, a vítima embarcou sem desconfiança”, relatou o delegado.

Durante o trajeto, o ex-casal teria discutido. Wellington queria reatar o casamento, porém Luana recusou. O suspeito, então, puxou a faca, segurou a vítima, soltou o cinto e começou a estrangulá-la.

Quando a mulher desmaiou, ele desferiu os golpes de arma branca. A perícia identificou ao menos três facadas – no pescoço, nas costelas e na orelha –, além de marcas de defesa nas mãos.

A vítima teria implorado pela vida, pedindo que o ex-marido pensasse na filha do casal e nos outros dois filhos, mas ele continuou com o ataque e teria proferido friamente: “Você já está morta”.

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