Belo Horizonte – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta sexta-feira (3/7) que o pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) não conhece a realidade do povo brasileiro, após ele dizer que os benefícios sociais estão criando uma “geração de imprestáveis”, durante evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Silveira afirmou que grupos vulneráveis como ribeirinhos, pessoas de áreas pobres de Minas Gerais, como Vale do Jequitinhonha e Mucuri, dependem de uma série de programas para ter alguma dignidade.
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“Só quem não conhece essa realidade que pode dizer que não precisa do Luz pra Todos, que não precisa do botijão de gás, que não precisa do Bolsa Família. Infelizmente, essa ainda é uma realidade, nós queremos desenvolver emprego, renda, qualidade, aumentar a renda percepta do povo brasileiro, melhorar a qualidade do serviço público, mas ainda vivemos uma realidade de um fosso social muito grande. Tenho certeza que o ex-governador que disse isso não conhece essas pessoas”, disse.
Acordo de Cooperação com a Polícia Federal
O ministro veio a Belo Horizonte firmar um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Polícia Federal (PF) que permite que R$ 20,3 milhões do Novo Acordo do Rio Doce sejam utilizados para a atuação das forças de segurança no combate à mineração ilegal na Bacia do Rio Doce.
A previsão é que, com o recurso, sejam adquiridas 37 viaturas, nove drones, sistema de comunicação criptografada, equipamentos periciais e tecnologias de inteligência. A intenção é que seja aprimorada o combate a usurpação de bens minerais, fraudes em títulos e lavagem de dinheiro ligada a atividade.
“Minas Gerais conhece como ninguém as consequências de uma mineração sem controle. O Novo Acordo do Rio Doce não serve apenas para reparar o passado, mas para construir um futuro mais seguro. Ao fortalecer a atuação da Polícia Federal, estamos transformando a reparação em prevenção, combatendo a mineração ilegal, protegendo nossas riquezas minerais e garantindo mais segurança para as comunidades que vivem na Bacia do Rio Doce”, afirmou Silveira
O investimento faz parte de um acordo que prevê cerca de R$ 45 milhões do Novo Acordo do Rio Doce para aumentar a fiscalização em mineração.

