O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou, nesta sexta-feira (3/7), que, neste momento, “não há interesse técnico” na proposta de acordo de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo ele, a proposta não atende aos requisitos legais exigidos para validação, pois não apresenta elementos novos capazes de contribuir com as investigações.
A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa com jornalistas realizado na sede da Polícia Federal, em Brasília (DF).
“De fato, não há interesse técnico, não há elementos jurídicos que autorizem que essa proposta de delação seja validada, porque muitas das coisas que estão sendo contadas já é do nosso conhecimento”, afirmou.
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O diretor-geral explicou que o entendimento adotado pela PF vale para qualquer investigação e ressaltou que a abertura de negociações para um acordo de colaboração depende do cumprimento dos requisitos previstos em lei.
“Não é o fato da polícia querer ou não. Isso eu falo da nossa gestão e da nossa equipe. É uma questão técnica, pois de fato, nós temos muitos elementos já coletados na investigação. A delação tem requisitos previstos que tem que trazer acréscimo, geração de provas, algo que ainda não temos”, afirmou.
A PF já rejeitou outras duas propostas de delação premiada do empresário, a última ocorrida no dia 11 de junho.
A avaliação da corporação é de que o banqueiro não revelou todas as informações que possui, nem apresentou elementos relevantes além daqueles já obtidos no âmbito da Operação Compliance Zero.
Perguntado sobre a eventual inclusão do nome de Daniel Vorcaro na difusão prata da Interpol, Andrei informou que a medida não foi solicitada até o momento e disse que a análise envolve critérios de natureza técnica.

