Belo Horizonte – O deputado estadual Leleco Pimentel (PT), representante da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi nesta quinta-feira (2/7) ao Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte, para realizar uma fiscalização do desaparecimento de uma série de bens da antiga residência oficial dos governadores.
A inspeção afirmou que diversos itens, como utensílios, tapetes, mais de 40 quadros, móveis, incluindo os que foram adquiridos pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek para a montagem de uma sala de cinema, não estão mais no local, por isso, o parlamentar protocolou uma representação no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) e afirmou que também vai apresentar uma notícia-crime ao Ministério Público.
O objetivo é saber onde estão os objetos e em que condições estão. A fiscalização ocorreu após o secretário de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, afirmar em sessão em 17 de junho, na ALMG, que chegou a encontrar parte do acervo do Palácio das Mangabeiras “craquelado” e “danificado” em posse da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), entre as obras estão quadros de Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.
O petista afirmou que o ex-secretários já vinham alertando sobre a retirada de itens do Palácio desde 2021 e responsabilizou o secretário-geral de governo à época, o atual governador Mateus Simões (PSD), pelo cuidado com o patrimônio.
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“Nós não temos mais a memória desse Palácio dos Mangabeiras, infelizmente, por uma decisão de governo, que numa falsa humildade de que não moraria aqui para economizar, acabou surrupiando, levando embora o patrimônio do povo, roubando”, disse Leleco.
Desde 2019, quando o governador Romeu Zema (Novo) assumiu o cargo, o local que antes era a residência oficial do governador passou a ser usado como centro privado de exposições, abrigando eventos como CasaCor, sob o argumento que era um sinal dos privilégios dos políticos e que a medida reduziria os gastos.
A comissão da Assembleia vai solicitar ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e à Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) um inventário dos itens e a localização deles.
O Governo do Estado, a Codemge, a PMMG e o Iepha foram procurados e estamos aguardando uma resposta. O espaço está aberto.

